POLÍTICA

Secretário do Exército dos EUA pede demissão após tensões no Pentágono

A saída de Daniel Driscoll acontece após meses de conflitos com o secretário de Defesa.

Por Sputnik Brasil Publicado em 31/08/2026 às 21:12
Secretário do Exército dos EUA, Daniel Driscoll, pede demissão após conflitos com o Pentágono. © AP Photo / Kevin Wolf

O secretário do Exército dos Estados Unidos, Daniel Driscoll, apresentou ao presidente do país, Donald Trump, um pedido de demissão após meses de relações tensas com o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, informou nesta segunda-feira (31) o jornal The Wall Street Journal. A Casa Branca ainda não confirmou o caso.

"Driscoll apresentou ao presidente Trump um pedido de demissão após meses de relações tensas com o secretário de Defesa Pete Hegseth", informou a publicação.

Segundo o jornal, Driscoll deve deixar o Pentágono nos próximos dias e uma fonte afirmou ainda que a decisão não foi surpreendente, diante das tensões entre o ministro e Hegseth.

Anteriormente, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, havia destacado o trabalho de Driscoll à frente do Exército. "O secretário Driscoll tem sido extremamente eficaz no avanço da agenda do presidente Trump de 'Tornar a América Forte Novamente' no Departamento do Exército, exercendo uma liderança excepcional durante operações militares históricas, restaurando a ênfase na prontidão e na letalidade, auxiliando nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, entre outras ações", afirmou em comunicado.

A saída de Driscoll, veterano do Exército e amigo pessoal de longa data do vice-presidente dos EUA, JD Vance, ocorre após meses de atritos com Hegseth. A mudança também acontece enquanto o conflito com o Irã já dura seis meses, sem sinais de que esteja próximo do fim.

No início deste ano, Hegseth demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, além de outros dois generais. George e Driscoll trabalhavam em estreita colaboração.

A mídia local já havia informado que Driscoll pretendia deixar o cargo em setembro, principalmente por conta das divergências com o chefe do Pentágono. A imprensa destacou na ocasião que as relações entre os dois, consideradas tensas por muitos desde o início, evoluíram com o tempo para um conflito aberto.