Ministro de El Salvador elogia modelo de segurança de Bukele durante evento em São Paulo
Gustavo Villatoro destacou a queda na criminalidade no país e a aprovação popular ao presidente Nayib Bukele.
Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, defendeu nesta segunda-feira (31) o modelo de segurança adotado pelo presidente Nayib Bukele durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Villatoro disse que o país saiu de uma "epidemia de crime" para se tornar a nação mais segura das Américas, em suas palavras.
Ele afirmou que antes havia um "Estado criminal paralelo", que submetia moradores, cobrava extorsões e mantinha estruturas armadas. "As organizações criminosas exerciam funções legítimas do Estado nos territórios que controlavam", explicou o ministro.
Segundo a gestão do país caribenho, foram registrados 3.962 assassinatos em 2015 e 32 em 2025. Villatoro também citou a redução de impunidade de 97% para zero em crimes de homicídio. "A partir do ano passado, não existe um assassinato que não tenha sido levado para a Justiça. Ou seja, a impunidade no país em questões de assassinatos, hoje em dia, eu posso lhes garantir que é zero", afirmou.
O ministro atribuiu os resultados ao regime de exceção decretado em março de 2022, ao endurecimento das leis e a mudanças na atuação do Judiciário.
Villatoro rejeitou críticas de organizações internacionais de direitos humanos que documentaram torturas, detenções arbitrárias e o prolongamento do regime de exceção. Chamou os críticos de "pseudo-defensores de direitos humanos" e defendeu sua atuação citando a aprovação popular de 90% ao presidente.
Congresso
O candidato ao governo do Paraná e senador Sergio Moro (PL) também participou do evento e anunciou que construirá um presídio estadual de segurança máxima caso eleito.
A unidade terá "cárcere duro, celas individuais, sem celular, sem chance de fuga, contato do preso com o mundo externo monitorado para a neutralização dos piores criminosos do Paraná".
"Nós vamos batizar esse presídio de El Salvador em homenagem à experiência de El Salvador", afirmou.
O candidato ao Senado Guilherme Derrite (PL-SP) citou o primeiro caso de denúncia formal baseado na Lei Anti-Facção aprovada em 2026. "É um integrante do Comando Vermelho de apelido Pio, ele foi denunciado formalmente, foi a primeira denúncia com base na lei anti facção", explicou Derrite.
O criminoso foi acusado de exercer liderança de organização criminosa no Rio de Janeiro e manter domínio territorial através de "barricadas em vários pontos dessa comunidade, para que ele pudesse exercer o controle domínio territorial e a exploração de atividade econômica dentro dessa comunidade", segundo ele.
A denúncia oferecida pelo Ministério Público inclui agravante previsto no parágrafo primeiro da lei Anti-Facção. "Que pode aumentar a pena dele de 2/3 até o dobro", afirmou Derrite. Isso significa que Pio pode ser condenado "por até 80 anos de prisão e como ele é líder dessa organização criminosa, pode ser que tenha que cumprir pena em regime fechado de 85% da pena em regime fechado".
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, defendeu a importância dessa pauta e disse que a entidade "se mete em tudo porque ela tem que se meter em tudo".
"A importância da indústria não nos leva a ter uma preocupação maior com o país. Se o Brasil não for bem, não há como a indústria do Brasil ir bem."