Viés de baixa nos juros futuros em meio ao cenário eleitoral
Movimentos no mercado refletem crescimento de candidato em pesquisas e mudanças nas expectativas.
Os juros futuros operavam perto dos ajustes da sexta-feira nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira, 26. No entanto, o vértice longo - mais relacionado ao cenário fiscal - registra viés de baixa.
Para o estrategista-chefe da Sincra, Gustavo Cruz, o movimento parece estar relacionado à política, com o candidato Augusto Cury (Avante) crescendo na pesquisa Atlas/Bloomberg e BTG/Nexus, o que, "de forma surpreendente faz uma parte do mercado se perguntar se existe espaço para uma terceira via".
Ele também cita que o mercado de previsões da Polymarket mostra probabilidade maior de 40% de vitória do candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Pesquisa Atlas/Bloomberg também mostrou que a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva num provável segundo turno contra Flávio caiu 1,8 ponto porcentual.
Às 10h20, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 marcava 13,615%, de 13,616% do ajuste de sexta-feira.
Para janeiro de 2029, a taxa era de 14,154%, de 14,153%, e para janeiro de 2031 cedia de 14,481% para 14,445%.
Os juros dos Treasuries longos em alta e a o ganho de 3% do petróleo, com tensões elevadas entre EUA e Irã, são fatores que pressionam as taxas de DI para cima.