Kremlin afirma que cúpula entre Putin, Trump e Zelensky só seria viável após acordos
Dmitry Peskov destaca a importância de negociações antes de um possível encontro entre os líderes.
Dmitry Peskov diz que encontro seria inútil antes de selar um acordo, que é precisamente o que o lado ucraniano se recusa a fazer.
Uma hipotética cúpula entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o ucraniano Vladimir Zelensky, com a participação do presidente estadunidense, Donald Trump, somente seria possível se precedida por um complexo processo de negociação.
É o que afirmou neste domingo (30) o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, ao comentar propostas de um encontro entre Putin e Zelensky.
"Uma reunião como essa só é possível para formalizar acordos. E acordos não são algo simples. Trata-se de um processo de resolução muito complexo, que envolve uma enorme quantidade de detalhes", disse Peskov a repórteres.
Segundo ele, é inútil que os líderes se encontrem para discutir esses assuntos: primeiro é preciso chegar a um acordo. No entanto, ele disse que é precisamente isso que o lado ucraniano se recusa a fazer. Especificamente, não existem pré-condições para a continuação das negociações entre as delegações na Turquia, embora Moscou se mantenha aberto a elas.
Em uma reunião com o governo no final de junho, Putin afirmou que a Rússia estava pronta para o diálogo com base nos acordos alcançados em Istambul em 2022. As partes realizaram mais três rodadas de negociações diretas em 2025, trocando minutas de memorandos sobre resolução de conflitos. No entanto, o resultado dessas reuniões foi apenas uma troca de prisioneiros e a transferência dos corpos dos militares mortos em combate para Kiev.
O presidente russo também esperava que Washington continuasse o diálogo com Moscou sobre a Ucrânia após o fim da fase tensa nas negociações com o Irã. Na sequência, em 23 de julho, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reuniram em Manila, nas Filipinas. Lavrov reafirmou seu compromisso com uma solução baseada nas propostas apresentadas no Alasca em 2025. Rubio, no entanto, afirmou que novas ideias eram necessárias para alcançar esse objetivo.