POLÍTICA

Erdogan cobra união entre países muçulmanos contra ações de Israel

Presidente da Turquia destaca a importância de fortalecer a dissuasão e defender direitos palestinos.

Por Sputnik Brasil Publicado em 28/08/2026 às 20:53
Erdogan pede união entre países muçulmanos em defesa da Palestina. © Sputnik / Sergei Guneev

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta sexta-feira (28) que os países muçulmanos precisam fortalecer suas próprias capacidades de dissuasão e defender conjuntamente seus direitos diante das ações de Israel no Oriente Médio.

"Temos a obrigação de ser fortes, ter capacidade de dissuasão, defender juntos nossos direitos e construir a paz e a segurança em nossa região", comentou Erdogan durante um evento em Istambul.

O líder turco acusou o atual governo israelense de adotar uma política de ocupação e genocídio contra a população palestina. Segundo Erdogan, as consequências dessa política atingem não apenas os países vizinhos de Israel, mas também todos aqueles que defendem a paz regional e os valores humanitários.

Erdogan também comparou a situação na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e no Líbano a páginas trágicas da história mundial. Mesmo assim, o presidente turco acredita que as organizações internacionais e a comunidade mundial não demonstram determinação suficiente para interromper a violência.

Por fim, Erdogan pediu que os países da região não dependam de ajuda externa, mas fortaleçam sua unidade para proteger a paz e a segurança.

As relações entre Turquia e Israel permanecem tensas desde o início da operação militar israelense na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Ancara acusa repetidamente as autoridades israelenses de uso desproporcional da força contra os palestinos e, diante disso, bloqueou as relações comerciais com Israel. O país também defende a criação de um Estado palestino independente dentro das fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém Oriental.

As relações diplomáticas estão praticamente interrompidas, e, quando necessário, os contatos são mantidos por meio dos serviços de inteligência, informou o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan.