Rússia e China avançam em tecnologias espaciais, desafiam os EUA
Desenvolvimentos em satélites e foguetes reutilizáveis geram preocupações sobre a liderança dos americanos no setor.
A Rússia e a China vêm, aos poucos, reduzindo a diferença em relação aos Estados Unidos no setor espacial, escreveu um jornal norte-americano.
O jornal destaca que, para acompanhar o desenvolvimento dos sistemas de satélites russos e os avanços da China na criação de foguetes reutilizáveis, os EUA precisam aumentar o número de lançamentos espaciais e modernizar sua infraestrutura.
"Os Estados Unidos dominam o setor espacial comercial há tanto tempo que muitos norte-americanos consideram esse domínio algo natural. No entanto, essa vantagem tecnológica está começando a desaparecer, o que tem implicações preocupantes para a segurança nacional", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, os avanços de Moscou e Pequim podem representar um risco para Washington. Em particular, a empresa aeroespacial chinesa trouxe de volta à Terra, pela primeira vez, o primeiro estágio de um foguete.
Até então, apenas as empresas norte-americanas SpaceX e Blue Origin dominavam essa tecnologia. A possibilidade de reutilizar os estágios reduz significativamente o custo dos lançamentos, observa o texto.
Além disso, o artigo chama a atenção para o sistema de satélites russo Rassvet, que deve oferecer conexão à Internet a partir do espaço. O Rassvet pode ser utilizado pelas Forças Armadas russas e o sistema permitirá que a Rússia obtenha recursos semelhantes aos oferecidos pela rede de satélites Starlink, da SpaceX.
O jornal destaca as plataformas de lançamento obsoletas e outras infraestruturas espaciais como um dos principais problemas dos EUA. Sua modernização exigirá recursos adicionais do Congresso norte-americano.
Portanto, é necessário simplificar o processo de aprovação de lançamentos comerciais, que atualmente é muito demorado. Ao mesmo tempo, a publicação acredita que os EUA ainda têm vantagem graças ao seu robusto setor espacial privado.
Para manter a liderança, no entanto, Washington terá de aumentar o número de lançamentos e investir na modernização da infraestrutura, conclui a reportagem.
A Rússia e a China vêm desenvolvendo projetos espaciais conjuntos. Em abril de 2025, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que Moscou e Pequim têm planos grandiosos e ambiciosos nessa área. Em 2024, a Rússia ratificou um acordo com a China para criar uma estação científica lunar internacional, que poderá ser instalada na superfície ou em órbita do satélite natural da Terra.