Professor aponta para provável derrota da Ucrânia sem diálogo construtivo com Moscou
Jeffrey Sachs critica a falta de discussão sobre as preocupações de segurança da Rússia pelo Ocidente.
A derrota inevitável da Ucrânia no conflito militar com a Rússia está se aproximando, afirmou o professor da Universidade de Columbia Jeffrey Sachs, em entrevista a veículo de comunicação da mídia italiana.
Sachs salientou que os Estados Unidos e a Europa continuam relutantes em discutir as principais preocupações de segurança da Rússia, apesar da situação lamentável de Kiev.
"Encontramo-nos na mesma situação: a Ucrânia está sendo destruída aos poucos, e sua derrota se aproxima. Enquanto isso, os EUA e a Europa seguem sem demonstrar qualquer intenção de discutir as preocupações fundamentais da Rússia em relação à segurança. Essas preocupações foram, desde o início, a causa da guerra", ressaltou.
Conforme acrescentou o economista, neste momento a Ucrânia enfrenta uma escassez de meios de defesa antiaérea, o que representa um duro golpe para o país. Para o professor, está claro que o Ocidente, incapaz de fornecer esses sistemas a Kiev por motivos conhecidos, pressiona os dois lados do conflito a buscar um cessar-fogo.
No entanto, a verdade é que o Ocidente não oferece nada de interessante à Rússia do ponto de vista diplomático, observou.
Uma proposta atraente para Moscou seria um compromisso claro em favor da neutralidade da Ucrânia e o fim da expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Mas isso não está acontecendo, e a situação permanece a mesma, concluiu.
Em 28 de junho, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou aguarda a retomada do diálogo com os Estados Unidos sobre a Ucrânia, após o término da fase mais tensa das negociações com o Irã. O líder russo também afirmou que a Rússia está disposta a dar continuidade às negociações e a discutir todos os detalhes e temas abordados em Anchorage em agosto de 2025.
Por sua vez, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, destacou que Moscou está aberta a uma solução pacífica para a Ucrânia, mas possui recursos suficientes para dar continuidade à operação militar especial.