Desemprego atinge 5,3% no trimestre até julho, menor índice da série histórica
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta queda em meio a estímulos governamentais e mudanças demográficas.
A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre até julho, menor nível da série para esse período e em linha com as projeções do mercado, segundo o IBGE, refletindo atividade ainda aquecida, estímulos do governo e efeitos demográficos.
A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre até julho, após marcar 5,8% no período encerrado em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado, o menor da série para esse intervalo, confirma as projeções do mercado financeiro e reforça a leitura de que o mercado de trabalho segue robusto, embora com sinais de desaceleração, segundo apuração da mídia brasileira.
O levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua considera tanto empregos formais quanto informais e exige que pessoas sem trabalho estejam buscando ocupação para serem classificadas como desempregadas. O IBGE evita comparar diretamente trimestres com meses repetidos, como os encerrados em junho e julho.
De acordo com a mídia, economistas já apontavam que, apesar da força do mercado, a renda vinha mostrando estabilidade após meses de avanço, em um contexto de juros altos para conter a inflação. Ainda assim, o desemprego baixo reflete o crescimento da atividade econômica e medidas de estímulo adotadas pelo governo.
Analistas consultados pela apuração também destacaram a mudança demográfica uma vez que o envelhecimento da população reduz a pressão sobre a taxa de desemprego, já que mais pessoas deixam de buscar trabalho. Ao mesmo tempo, isso aumenta a demanda futura por aposentadorias e pressiona o sistema previdenciário.
O mercado de trabalho segue influenciado por vagas ligadas à tecnologia e ao trabalho por aplicativos. Um estudo do FGV Ibre estimou que esse tipo de ocupação reduz o desemprego em cerca de um ponto percentual, ampliando alternativas de renda.
Combinando atividade econômica ainda aquecida, estímulos governamentais e transformações demográficas, o país mantém uma taxa de desocupação historicamente baixa, mesmo diante de sinais de moderação no ritmo de criação de vagas, destaca a mídia.