ECONOMIA

Trump amplia importação temporária de carne bovina magra

Presidente assina medida que permitirá entrada de até 100 mil toneladas por mês sem tarifa extra.

Por Estadao Conteudo Publicado em 27/08/2026 às 11:45
Trump © AP Photo / Jacquelyn Martin

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira, 26, uma proclamação que amplia temporariamente a quantidade de cortes magros de carne bovina que pode ser importada sem cobrança de tarifa extra fora da cota. A ampliação terá duração de 90 dias, a partir de 1º de setembro de 2026, e permitirá a entrada de até 100 mil toneladas por mês.

Em comunicado, a Casa Branca disse que o objetivo é aumentar a oferta e conter os preços da carne moída para os consumidores norte-americanos.

A medida é restrita a cortes magros destinados à mistura com carne bovina norte-americana para a produção de carne moída e prevê um incentivo para que a carne importada seja comercializada com desconto de 25% em relação ao preço vigente de importação.

O governo disse que, com isso, busca maximizar a redução de custos sem prejudicar os pecuaristas do país e criar espaço para a recomposição do rebanho doméstico.

O anúncio não altera os compromissos comerciais relacionados à carne bovina de países que possuem acordos de livre comércio com os Estados Unidos e não se aplica a países que já contam com cotas específicas para suas exportações de carne ao mercado americano, segundo o comunicado.

A medida ocorre em um cenário de redução do rebanho bovino dos EUA, devido a fatores como as restrições à importação de animais vivos do México, condições de seca nas regiões pecuárias e menor disponibilidade de pastagem e alimentação devido a incêndios florestais.

Diante disso, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) prevê que a produção de carne bovina do país em 2026 ficará cerca de 4% abaixo dos níveis de 2025, aumentando a pressão sobre a oferta e os preços domésticos.