Renan Santos defende armas nucleares para o Brasil em entrevista
Candidato à Presidência sugere que país deixe Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
Brasil precisa ter armas nucleares, diz Renan Santos em entrevista à TV Globo. O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, participou nesta quarta-feira (26) da série de entrevistas da TV Globo com os candidatos ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.
Armas nucleares Renan defendeu que o Brasil desenvolva armas nucleares no médio e longo prazo e afirmou que o país deveria deixar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. "Se a gente quiser ser uma nação séria e respeitada, nos próximos 30 anos nós temos que ter armas nucleares."
Estados Unidos e terras raras O candidato afirmou que as reservas brasileiras de terras raras colocam o país em posição estratégica para negociar com Washington e citou a dependência norte-americana de minerais usados na indústria militar.
China e política externa Renan acusou o governo Lula de tornar o Brasil "vassalo da China" e criticou a posição brasileira em conflitos internacionais envolvendo Irã, Israel e a causa palestina.
Crime organizado O candidato afirmou que o Brasil vive uma "guerra" contra as facções e prometeu recuperar em um ano territórios dominados pelo crime organizado, com mudanças na legislação penal e operações conduzidas pelas forças policiais.
Estado de defesa e modelo de El Salvador Renan defendeu medidas de exceção em áreas controladas por facções e disse que pretende adotar pontos da política de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
Supremo Tribunal Federal Renan afirmou que, se eleito, poderá deixar de cumprir decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerar ilegais. "Decisão ilegal não se cumpre", disse. Segundo ele, antes disso, consultaria a Advocacia-Geral da União (AGU) e recorreria à própria Corte.
Plano de desfavelização O candidato afirmou que pretende criar um Plano Nacional de Desfavelização e relacionou a proposta à prevenção de tragédias climáticas. "Eu vou desfavelizar o Brasil", declarou.
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