Cinco dicas para montar um quarto infantil funcional
Ambiente deve ser adaptável às necessidades de conforto, brincadeira e estudo da criança ao longo do tempo.
Um quarto infantil pode assumir diferentes funções ao longo da infância, acompanhando as mudanças na rotina e nas necessidades da criança. Além de proporcionar conforto para o descanso, o ambiente precisa oferecer espaço para brincar, estudar e organizar os objetos do dia a dia sem perder a praticidade. Em cômodos cada vez mais compactos, o planejamento deve considerar não apenas o que cabe no espaço, mas também como móveis e diferentes áreas poderão ser aproveitados conforme a criança cresce.
Para Priscilla Hatsue Kawagoe, head de criação e design de produto da MadeiraMadeira, considerar essas transformações desde o planejamento ajuda a evitar que o espaço fique rapidamente inadequado à rotina. “O quarto precisa acompanhar as diferentes fases da infância. Pensar em soluções flexíveis permite adaptar o ambiente ao longo do tempo e aproveitar melhor o espaço disponível”, afirma.
A seguir, a especialista reúne cinco dicas que podem ajudar nesse planejamento. Confira!
1. Busque móveis que concentrem diferentes funções
Em quartos menores, distribuir uma peça para cada necessidade pode comprometer a circulação e reduzir a área livre. Uma alternativa é priorizar móveis multifuncionais, como bicamas que também incorporem guarda-roupa, nichos ou gavetas. Assim, descanso e armazenamento podem ocupar uma mesma área do ambiente.
2. Planeje o quarto pensando nas próximas fases
As necessidades mudam rapidamente ao longo da infância. Um espaço inicialmente destinado às brincadeiras, por exemplo, poderá precisar acomodar uma área de estudos alguns anos depois. Por isso, antes de escolher o mobiliário, é importante considerar quais peças poderão acompanhar o crescimento da criança e quais terão de assumir novas funções conforme a rotina se transforma.
“Quando o mobiliário permite adaptações, é possível transformar o uso do quarto sem precisar substituir toda a estrutura a cada nova fase”, explica Priscilla Hatsue Kawagoe.
3. Não limite o planejamento à área do piso
A altura do ambiente também pode ser aproveitada, especialmente quando há poucos metros quadrados disponíveis. Camas elevadas, por exemplo, liberam a parte inferior para receber diferentes usos, como armazenamento, brincadeiras ou uma escrivaninha. Dessa forma, uma mesma área pode cumprir mais de uma função.
4. Dê preferência a configurações flexíveis
Um quarto não precisa permanecer com a mesma organização ao longo dos anos. Móveis modulares e peças que possam ser incorporadas ou substituídas permitem reorganizar o ambiente conforme surgem novas necessidades, sem exigir uma reformulação completa. Essa flexibilidade também ajuda a planejar o espaço por etapas, adaptando a composição à rotina e às funções que o quarto passa a assumir.
5. Observe segurança e funcionalidade nos detalhes
A otimização do espaço não deve ser o único critério. Em um ambiente infantil, é importante observar características relacionadas ao uso cotidiano, como cantos arredondados, que ajudam a reduzir o risco de impactos, e dobradiças com amortecimento, que proporcionam fechamento suave das portas.
Gavetas, portas e demais componentes também precisam estar preparados para abertura, fechamento, movimentação e uso frequentes. “O aproveitamento inteligente do espaço precisa estar associado à funcionalidade no dia a dia”, finaliza Priscilla Hatsue Kawagoe.
Por Mariana Kovelis