MILITAR

China desenvolve míssil hipersônico com potencial para atingir alvos dos EUA

Nova arma chinesa pode colocar em risco operações aéreas dos Estados Unidos, segundo jornal britânico.

Por Sputnik Brasil Publicado em 26/08/2026 às 07:04
Novo míssil chinês representa uma ameaça significativa para as forças militares dos Estados Unidos. © AP Photo / Mark Schiefelbein

O mais recente míssil hipersônico da China, equipado com uma ogiva evasiva projetada para atingir alvos aéreos a longas distâncias, serve como um forte aviso aos Estados Unidos, informou um jornal britânico.

O jornal sublinha que o míssil pode contornar as defesas inimigas e atingir alvos aéreos a milhares de quilômetros de distância.

"A ogiva, também conhecida como veículo planador hipersônico [HGV, na sigla em inglês], é lançada a bordo de um míssil balístico, que a leva à alta atmosfera. Lá, ela se desprende e planeja em direção ao alvo a mais de cinco vezes a velocidade do som, realizando manobras bruscas e imprevisíveis durante todo o trajeto", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, operacionalmente, isso permitiria que a China lançasse o míssil a partir de uma plataforma aérea contra aeronaves de apoio e de comando e controle posicionadas atrás das linhas de frente.

Acrescenta-se que essa nova arma chinesa poderia colocar em risco valiosas aeronaves de apoio estadunidenses, comprometendo gravemente as operações aéreas dos Estados Unidos — fator que poderia ser decisivo em um possível conflito envolvendo Taiwan.

Os HGV chineses não são mísseis convencionais: eles voam como naves espaciais e realizam manobras bruscas durante o voo, conseguindo driblar facilmente qualquer sistema de defesa antiaérea norte-americano existente.

Além disso, é apontado que, implantados no míssil DF-17, já é possível ameaçar Guam a mais de 2.414 km de distância, e com o DF-27 até mesmo o Havaí está ao alcance de um ataque.

O que torna essas armas verdadeiramente formidáveis é o fato de a China ter equipado algumas delas com capacidades ar-ar e antinavio, transformando-as em armas letais multidomínio.

Enquanto isso, os Estados Unidos enfrentam uma grave escassez, pois esgotaram metade de seus interceptores Patriot e THAAD, além de um terço de seus principais mísseis de ataque, em recentes conflitos no Oriente Médio, deixando seu arsenal perigosamente reduzido.

Com mais de 3.250 mísseis balísticos, incluindo o intercontinental DF-41, que pode atingir Washington, a China tem agora uma clara vantagem numérica e tecnológica, o que tornaria qualquer conflito em Taiwan extraordinariamente perigoso para as forças estadunidenses, conclui a reportagem.

Anteriormente, o jornal chinês Global Times informou que a Marinha chinesa encomendou uma nova fragata Tipo 054A, destacando a produção e as atualizações contínuas dessa plataforma econômica.