Bolsas europeias apresentam alta com recuo do petróleo e notícias sobre Irã
Expectativas de paz entre EUA e Irã impulsionam os mercados acionários na Europa nesta terça-feira.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 25, com a continuidade do recuo do petróleo e esperanças renovadas de uma solução para o conflito entre EUA e Irã.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,29%, a 10.886,16 pontos. Em Frankfurt, o DAX ganhou 0,68%, a 26.285,06 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,16%, a 8.439,20 pontos. Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,34%, a 52.720,31 pontos. Em Madri, o Ibex 35 recuou 0,21%, a 20.056,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,57%, a 9.445,44 pontos. As cotações são preliminares.
Relatos circularam nesta madrugada de que os EUA propuseram, por meio de uma autoridade do Paquistão, suspender o bloqueio e as sanções impostas ao Irã em troca da abertura do Estreito de Ormuz e do fim de ataques de aliados de Teerã, o que ajudou a dar fôlego ao mercado acionário europeu. A notícia veio um dia após Washington anunciar um novo pacote de sanções econômicas contra o país persa.
As ações de semicondutores foram destaque no pregão da Europa, com o setor de tecnologia avançando 0,2%. A holandesa ASML Holding teve alta de 0,8%, a alemã Infineon Technologies registrou ganho de 1,1% e a italiana STMicroelectronics subiu 0,7%.
Entre outros destaques, a Vistry Group PLC saltou 15,7% ao anunciar que recebeu 350 milhões de libras em financiamento direto do governo britânico, enquanto a Gerresheimer tombou 9% após a empresa alemã de embalagens médicas anunciar a saída de seu CEO interino.
Na esfera macroeconômica, o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha subiu para 88,8 pontos em agosto, superando as expectativas e atingindo o maior nível em um ano.
Segundo o Commerzbank, a leitura mais forte reforça a avaliação de que a economia do país deve seguir em recuperação nos próximos meses, apesar de ventos contrários dos preços de energia. Houve também revisão para cima do Produto Interno Bruto (PIB) alemão no segundo trimestre.