ECONOMIA

Bolsas europeias buscam estabilidade antes de novas sanções dos EUA ao Irã

Investidores aguardam declarações do secretário do Tesouro dos EUA sobre sanções econômicas.

Por Estadao Conteudo Publicado em 24/08/2026 às 13:43
Bolsas da Europa Ilustração

As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta segunda-feira, 24, enquanto investidores aguardavam o anúncio de novas sanções econômicas dos EUA contra o Irã e o petróleo opera em baixa depois de seis dias consecutivos de alta.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,35%, a 10.854,32 pontos. Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,07%, a 26.118,99 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,37%, a 8.453,01 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,24%, a 52.542,18 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu de 0,70%, a 20.100,47 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,40%, a 9.391,96 pontos. As cotações são preliminares.

O mercado aguarda no período da tarde falas do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que devem detalhar novas sanções contra o Irã e países que têm relações comerciais com Teerã, diante da ausência de sinais de um acordo para encerrar a guerra. Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que "qualquer cumplicidade" em ajudar os EUA a executar seu bloqueio econômico contra a República Islâmica "certamente terá consequências".

Entre os destaques do pregão europeu, o subíndice de mineração do Stoxx 600 avançou 0,87%, apoiado pela força do ouro e ajudando a sustentar a alta em Londres, mesmo com a queda de mais de 1% da AstraZeneca.

O setor de tecnologia, por outro lado, caiu 0,89%, com ações relacionadas à inteligência artificial (IA) tendo um desempenho inferior ao mercado mais amplo.

O setor automotivo também se enfraqueceu, com a Stellantis, proprietária da Jeep, cedeu mais de 4% após o fracasso nas negociações comerciais entre EUA e Canadá. Na Alemanha, a Volkswagen perdeu quase 3%.

Na política monetária, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Piero Cipollone afirmou que a inflação na zona do euro "parece estar longe dos cenários adversos e severos", mas que é preciso monitorar as mudanças no ambiente macroeconômico.

*Com informações da Dow Jones Newswires