ECONOMIA

Mercosul intensifica busca por parcerias globais frente a instabilidades

Bloco econômico sul-americano busca acordos com Canadá, Golfo e Ásia para se proteger de riscos geopolíticos.

Por Sputnik Brasil Publicado em 24/08/2026 às 13:04
Mercosul busca novas parcerias comerciais para se proteger das instabilidades globais. © Palácio do Planalto / Ricardo Stuckert

O principal bloco econômico sul-americano, o Mercosul, está intensificando a busca por novas parcerias comerciais, em meio à crescente instabilidade geopolítica global, escreveu um jornal britânico.

A publicação destaca que, deixando de lado sua postura tradicionalmente isolacionista, as nações sul-americanas têm buscado ativamente novos acordos comerciais com o Canadá, o Golfo e a Ásia para se protegerem da crescente volatilidade geopolítica global.

"O Mercosul, uma união aduaneira formada por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, mantém negociações com países de diversas partes do mundo com o objetivo de ampliar o comércio exterior de um dos blocos regionais mais fechados", ressalta o jornal.

Segundo a reportagem, as exportações do Mercosul representam atualmente menos de 20% do PIB combinado de seus membros, percentual muito abaixo da média global. Analistas apontam, no entanto, que há amplo potencial de crescimento por meio de uma integração mais profunda à economia mundial.

A volatilidade nos mercados internacionais de energia e de commodities, alimentada por conflitos em andamento, transformou os abundantes recursos do Mercosul, como os hidrocarbonetos, os minerais e a agricultura, em um ativo estratégico para o estabelecimento de novas parcerias.

Apesar dos eventuais atritos diplomáticos entre seus integrantes, todos reconhecem que a construção de uma rede diversificada de aliados comerciais é a melhor proteção contra interrupções na cadeia de suprimentos no mundo imprevisível de hoje, conclui a reportagem.

Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o Mercosul atravessa um "momento paradoxal" e advertiu que os países-membros precisarão decidir se pretendem fortalecer o bloco ou seguir por caminhos unilaterais que podem comprometer o futuro da aliança sul-americana.


Por Sputinik Brasil