Deputados japoneses visitam China para amenizar tensões diplomáticas
Delegação busca restabelecer diálogo após comentários da primeira-ministra sobre Taiwan.
Um grupo multipartidário de legisladores japoneses foi a Pequim nesta segunda-feira (24) buscando reparar laços tensos após o comentário da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan, que irritou a China e gerou tensões econômicas.
O grupo, que inclui Gaku Hashimoto, um legislador do governante Partido Liberal Democrata (PLD) de Takaichi e ex-vice-ministro da saúde e bem-estar, além de representantes dos partidos de oposição Komeito e Aliança de Reforma Centrista, se reunirá com oficiais do Partido Comunista Chinês (PCC) durante a visita que se estenderá até quinta-feira.
"A comunicação foi cortada em todas as áreas e estamos começando a ver seu impacto", disse Shinichi Isa, porta-voz do partido CRA, a repórteres antes de deixar o aeroporto Haneda de Tóquio. "Espero que possamos de alguma forma encontrar uma pista para reiniciar um diálogo".
Logo após assumir o cargo, Takaichi afirmou que um ataque chinês a Taiwan poderia constituir "uma situação ameaçadora à sobrevivência" para o Japão, justificando, assim, o uso da força, o que enfureceu Pequim.
Isa, que atuou como diplomata na Embaixada do Japão na China, escreveu no X no início deste mês que os laços bilaterais afundaram para seu pior nível desde a normalização das relações em 1972. Ele destacou que, mesmo durante crises anteriores, sempre houve comunicação entre as partes. "Agora, todos os canais entre oficiais e ministérios foram cortados".
A situação não serviria ao interesse nacional de nenhum dos lados, acrescentou Isa, e o lado chinês aceitou um pedido de legisladores japoneses por uma "janela para diálogo".
Na última sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China comentou que "algumas pessoas de visão dos partidos governantes e de oposição do Japão" estão preocupadas com o estado das relações China-Japão e esperam que haja esforços para colocá-las de volta nos trilhos. "Instamos aqueles que dirigem o governo japonês a levarem essas vozes a sério e tomarem ações concretas para criar as condições necessárias para trocas normais entre os dois países".
O comentário de Takaichi cruzou o que a China considera uma linha vermelha em suas relações com outros países sobre Taiwan, uma ilha autônoma que Pequim reivindica como seu território.
Takaichi não retirou sua declaração, mas ao marcar a rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial em 15 de agosto, ela orou remotamente, optando por não visitar o controverso Santuário Yasukuni, visto pela China e pela Coreia do Sul como um sinal de falta de remorso pelas atrocidades cometidas pelo Japão durante o conflito.
Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.