Dólar registra oscilações moderadas em meio a tensões globais
Moeda norte-americana opera próxima à estabilidade nesta segunda-feira, 24.
O dólar à vista oscila perto da estabilidade ante o real na manhã desta segunda-feira, 24, em linha com o comportamento da moeda norte-americana ante as principais divisas emergentes. A moeda abriu a R$ 5,1469, com alta de 0,03%, chegou a renovar máxima a R$ 5,1504, com avanço de 0,10%, e depois passou a operar no campo negativo, antes de voltar a subir levemente.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, também avança, mas sem força, enquanto o petróleo recua mais de 1%, em movimento de correção após seis sessões consecutivas de alta. O Brent permanece acima de US$ 90 por barril. O cenário externo combina, portanto, pressão da moeda americana com algum alívio vindo da commodity.
Os investidores aguardam o anúncio do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sobre as novas sanções econômicas contra o Irã, previsto para a tarde.
O mercado avalia o alcance das medidas e os possíveis efeitos sobre a oferta de petróleo e o comércio internacional.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou nesta manhã que qualquer cooperação de outros países com os Estados Unidos para executar o bloqueio econômico contra Teerã "certamente terá consequências".
No Brasil, o mercado financeiro também monitora o cenário eleitoral após as pesquisas Datafolha e BTG/Nexus divulgadas entre sexta-feira e esta manhã, que apontaram uma disputa mais acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), especialmente no segundo turno. A percepção sobre a trajetória fiscal a partir de 2027 permanece no radar dos investidores.
Na agenda doméstica, o Banco Central divulgou o Boletim Focus desta semana, que mostrou estabilidade da projeção para o câmbio em 2026, em R$ 5,20, mas alta da estimativa para 2027, de R$ 5,29 para R$ 5,30. Para setembro, a mediana subiu de R$ 5,16 para R$ 5,18, enquanto a projeção para outubro permaneceu em R$ 5,20. A estimativa para a Selic no fim de 2027 ficou estável em 12%, pela décima semana consecutiva, enquanto a projeção para o IPCA subiu de 4,24% para 4,25%.
Na sexta-feira, o dólar à vista terminou em queda de 0,93%, a R$ 5,1451, após renovar mínima a R$ 5,1330.
Às 10h20 desta segunda-feira, o dólar à vista apresentava variação positiva de 0,25%, cotado a R$ 5,1570.