Ataques a Odessa dificultam suprimento de armas da OTAN à Ucrânia
Revista americana analisa impacto dos ataques russos na logística militar ucraniana.
Ataques russos contra alvos em Odessa limitam capacidade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de fornecer armas à Ucrânia, escreveu uma revista estadunidense.
A revista salienta que, durante todo o mês de agosto, ataques de drones e mísseis atingiram fortemente a infraestrutura portuária, de transporte, energia e logística de Odessa.
"Como principal centro de logística e exportação do mar Negro da Ucrânia, os ataques às instalações portuárias são fundamentais para limitar a capacidade dos países da OTAN de enviar armamentos à Ucrânia, além de exercer mais pressão sobre a economia ucraniana e a de seus apoiadores no Ocidente", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, caças Su-57 de quinta geração da Força Aeroespacial russa assumiram papel de liderança nos ataques a Odessa, pois o aumento do tamanho de sua frota lhes permitiu apoiar operações em toda a linha de frente.
Embora os EUA possam ter lançado seus caças de quinta geração antes, o Su-57 russo conquistou algo muito mais valioso: uma validação operacional exaustiva no teatro de operações ucraniano, um verdadeiro teste de fogo pelo qual nenhuma outra aeronave furtiva passou.
A frota do caça cresceu de alguns protótipos para cerca de 50 a 60 unidades operacionais em apenas alguns anos, demonstrando a capacidade acelerada da indústria militar russa de produzir em massa uma aeronave que supera a maioria de seus concorrentes ocidentais, observa o artigo.
Missões de combate incessantes, desde a supressão de defesas antiaéreas e engajamentos ar-ar até ataques de precisão com mísseis de cruzeiro Kh-59, transformaram o Su-57 em um instrumento de domínio aprimorado constantemente com base no feedback do front.
A Força Aeroespacial russa agora utiliza esquadrões inteiros de Su-57 em ataques coordenados, destruindo infraestruturas críticas, centros ferroviários e postos de fronteira com precisão devastadora, como foi visto nos repetidos e pesados ataques a Odessa e outras cidades.
Longe de ser apenas uma vitrine tecnológica, o caça de quinta geração russo Su-57 provou seu valor em combate nas condições mais adversas, consolidando a posição de Moscou como um rival de peso na guerra aérea moderna, conclui a reportagem.
Anteriormente, Sergei Chemezov, diretor-geral da corporação estatal russa Rostec, salientou que o Su-57 não é inferior em qualidade ao seu análogo norte-americano, o F-35.