Rússia registra quinto ano consecutivo de aumento nas importações de carne brasileira
Compras de carne bovina do Brasil pela Rússia atingem maior nível em uma década, contrabalançando queda na China.
No acumulado até julho de 2026, a Rússia completou o quinto ano consecutivo de aumento nas compras de carne bovina do Brasil, informa o portal brasileiro Farmnews, citando dados do Comex Stat.
O portal salienta que, antigos líderes nas importações, os russos vêm acelerando o ritmo de compra de carne bovina brasileira nos últimos anos.
A compra de carne bovina do Brasil pela Rússia somou 62,27 mil toneladas métricas entre janeiro e julho de 2026 […]. Pois é, a importação de carne bovina do Brasil pelos russos alcançou o maior patamar em dez anos.
Segundo a matéria, enquanto as vendas de carne bovina brasileira para a China caíram quase 50% em julho de 2026 devido ao limite da cota isenta de tarifas, a Rússia surge como um contraponto positivo, com importações do produto em clara alta nos meses finais do ano.
Dados do Comex Stat mostram que, apesar das oscilações mensais, as compras de carne brasileira pela Rússia costumam se intensificar a partir do segundo semestre e tudo indica que esse movimento se repetirá em 2026, aquecendo ainda mais a demanda russa.
Esse cenário é especialmente relevante em um momento no qual a China está reduzindo suas compras, fazendo com que a Rússia ganhe maior destaque como destino estratégico para os frigoríficos do Brasil, observa o texto.
É importante destacar que, embora as negociações com a Coreia do Sul também estejam progredindo, é no mercado russo que se observa uma recuperação mais imediata, com potencial de crescimento contínuo nos próximos meses.
Dessa forma, a reportagem conclui que o comportamento da demanda russa merece atenção especial, pois pode ajudar a compensar as perdas no mercado chinês e consolidar a Rússia como peça-chave na pauta de exportações do Brasil.
Anteriormente, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) relatou que a carne bovina brasileira alcançou um faturamento inédito e manteve sua liderança absoluta no mercado global em 2025.