EUA não vão restaurar bases atingidas pelo Irã, avalia mídia
Decisão reflete questionamentos sobre a utilidade das instalações militares na região.
Não faz sentido restaurar uma série de instalações militares estadunidenses que foram alvo de retaliação por parte do Irã, escreve um jornal britânico citando Nate Swanson, ex-diretor para o Irã no Conselho de Segurança Nacional dos EUA.
O jornal destaca que, ao longo dos seis meses de confronto, o Irã questionou o futuro das bases norte-americanas na região do golfo Pérsico.
Agora, Washington deverá decidir se vale a pena investir bilhões de dólares na restauração de instalações atingidas por Teerã, observa o material.
"Não há muita utilidade em reconstruir alguns desses sítios", ressalta a publicação, citando Swanson.
Conforme acrescenta o material, atualmente, grandes bases militares estacionárias vêm perdendo sua importância como centros intermediários e de suprimento para operações militares.
Portanto, a reportagem conclui que, em Washington, há uma preferência por um modelo de implantação mais disperso, que tornaria mais difícil um ataque às forças norte-americanas.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos em território iraniano, o que resultou em uma resposta do lado iraniano com ataques próprios.
Em junho, Teerã e Washington assinaram um memorando de cessação de hostilidades, mas voltaram a se atacar algum tempo depois.
Atualmente, o conflito permanece sem solução, apesar de as partes não estarem em combate, com os Estados Unidos apostando na pressão econômica contra Teerã.