SANÇÕES

EUA impõem sanções a Cuba focando setores de construção e metais

Medidas visam o Ministério da Construção e a empresa METALCUBA, entre outras entidades.

Por Sputnik Brasil Publicado em 20/08/2026 às 21:19
EUA impõem sanções a Cuba visando setores de construção e metais, intensificando pressões econômicas. © AP Photo / Ramon Espinosa

O Departamento do Tesouro dos EUA impôs, nesta quinta-feira (20), sanções ao Ministério da Construção de Cuba e à empresa de importação, exportação e comércio de metais METALCUBA, como parte de suas mais recentes medidas econômicas contra a ilha, informou o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês).

As sanções atingiram um total de três indivíduos e nove empresas, quatro delas supostamente ligadas à indústria cubana de mineração e metais, como a empresa de mineração de níquel Empresa de Níquel Comandante Ernesto Che Guevara, a empresa de mineração e extração Grupo Empresarial Geominero Salinero (GEOMINSAL) e a fabricante de ferro e aço ACINOX COMERCIAL.

Outras entidades alvo das sanções incluem três empresas de comércio atacadista: Corporación de Abastecimiento al Turismo (CORATUR), Empresa de Suministro y Venta de Equipos y Repuestos para Transporte Pesado (TRANSIMPORT) e Empresa Comercializadora de Mercancías Generales (CONSUMIMPORT).

"As designações de hoje deixam claro que a administração Trump não tolerará os esforços do regime cubano para financiar sua repressão ou continuar sua campanha de décadas de atividades subversivas antiamericanas", afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, em um comunicado separado.

O secretário alegou ainda que as entidades designadas "sustentam" o aparato de Cuba por meio do controle de setores econômicos fundamentais do país.

Nos últimos meses, Washington intensificou a pressão das sanções sobre Havana. No final de janeiro, autorizou tarifas sobre importações provenientes de países que fornecem petróleo a Cuba e declarou estado de emergência devido a uma suposta ameaça cubana à segurança nacional dos EUA.

A medida agravou a escassez de combustível na ilha, afetando a geração de eletricidade, o transporte, a produção de alimentos, a saúde e a educação.