EUA priorizam pressão econômica ao invés de ação militar contra o Irã
Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, destaca foco em sanções contra Teerã.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse nesta quinta-feira (20) que a pressão econômica máxima e sustentada sobre o Irã torna improvável a retomada de ações cinéticas de grande porte contra Teerã.
"Por enquanto, se estamos aplicando a pressão econômica máxima, isso significa que provavelmente não haverá uma retomada de ações cinéticas em larga escala", disse Bessent à CNBC ao ser questionado sobre o que esperar a seguir em relação ao Irã. "Eu enfatizaria que isso vale para o momento atual."
O secretário acrescentou que a operação econômica contra o Irã se tornaria o maior isolamento econômico coordenado de uma nação na história mundial.
"Vamos até eles [países] e dizemos: ou vocês estão conosco ou contra nós... E, se insistirem em fazer negócios com eles [Irã] — seja transferindo dinheiro, comprando petróleo ou realizando transferências de carga entre navios no mar —, então o Tesouro dos EUA e o governo americano usarão todo o seu poder e força para impor medidas contra vocês."
Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o início de uma operação econômica contra o Irã e convocou aliados a se unirem a Washington.
Irã classifica política dos EUA como terrorismo econômico
Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou as sanções de Washington como terrorismo econômico, após o anúncio, pelo governo dos EUA, da operação econômica contra Teerã.
"Certamente, as sanções econômicas dos EUA contra o Irã, que comprometerão os direitos fundamentais de cada cidadão iraniano, equivalem a terrorismo econômico e a um crime contra a humanidade."