Flávio Bolsonaro declara encerradas as dúvidas sobre gastos do documentário 'Dark Horse'
Senador ressalta que prestação de contas foi feita e critica Lula em agenda de campanha em São Paulo.
Candidato do PL afirma que já prestou contas sobre os gastos do documentário e direciona críticas a Lula; perícia apresentada pela produtora aponta despesas de R$ 75 milhões, mas não traz recibos ou notas fiscais.
O candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (20) que os questionamentos sobre os gastos do documentário "Dark Horse", que retrata a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, estão encerrados. Durante uma agenda de campanha em São Paulo, o senador disse que a prestação de contas da produção já foi apresentada e que "estava tudo certinho".
Questionado sobre as cobranças do PT para que os gastos do filme fossem detalhados, Flávio respondeu que o assunto "já aconteceu". Segundo ele, documentos de prestação de contas que vieram a público comprovariam a regularidade das despesas. "Da nossa parte, está tudo página virada", afirmou.
Flávio também aproveitou para direcionar as cobranças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Agora, quem tem que prestar conta é o Lula, não sou eu", declarou. O senador citou encontros de Lula com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso e dono do Banco Master, e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, como exemplos de situações que, segundo ele, deveriam ser esclarecidas pelo presidente.
A prestação de contas mencionada por Flávio se refere a uma perícia contratada pela produtora do filme, Karina Gama, e anexada ao inquérito que tramita na Polícia Civil de São Paulo. O documento aponta que os gastos com o longa chegaram a R$ 75 milhões, mas não apresenta recibos ou notas fiscais que comprovem as despesas.
Mensagens reveladas durante as investigações mostram ainda que Flávio Bolsonaro pediu recursos a Daniel Vorcaro para financiar o documentário. O senador já reconheceu ter se encontrado com o ex-banqueiro.
A declaração ocorreu durante a primeira agenda de campanha de Flávio na capital paulista. Ao lado de aliados, ele visitou um mercado popular e também deve se encontrar com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Nas duas primeiras agendas do candidato em São Paulo, manifestantes protestaram contra Flávio e Tarcísio. O grupo gritou palavras de ordem como "Fora, Tarcísio" e "Fora, Flávio". Os políticos não comentaram os atos e entraram de carro nos locais dos eventos.