POLÍTICA

EUA prometem sanções severas ao Irã, mas descartam novos ataques

Secretário do Tesouro, Scott Bessent, destaca ações contra comércio e finanças relacionadas ao país persa.

Por Estadao Conteudo Publicado em 20/08/2026 às 13:29
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent AP/Markus Schreiber

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse nesta quinta-feira, 20, que o Irã terá as "sanções mais duras da História", mas dificilmente os ataques americanos serão retomados. Em entrevista à CNBC, ele afirmou que os EUA buscarão aliados para um isolamento econômico coordenado do Irã e advertiu que o Tesouro e o governo Trump agirão contra quem transferir dinheiro, comprar petróleo ou fizer negócios com o país persa.

Segundo ele, todos os países precisarão escolher um lado: se vão negociar ou não com o Teerã. "Pressão econômica significa que vamos isolá-los para acabar com o regime", enfatizou.

O secretário apontou não ter certeza do porquê o petróleo subiu tanto, já que Washington tem o controle do Estreito de Ormuz. "A pressão funcionou na Venezuela, está funcionando em Cuba e irá funcionar no Irã".

Questionado se sancionará a China, ele respondeu que "algumas conversas são melhor em privado". Bessent acrescentou que fará uma coletiva de imprensa sobre a pressão econômica contra o Irã na segunda-feira, 24.

Ele também criticou o G20, ao comentar que o grupo tem muito o que mudar em regulação econômica e que é preciso voltar para a missão central de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Segundo ele, a Europa deveria estar seguindo o Relatório Draghi para aumentar crescimento. O relatório de 2024 alerta sobre a perda de competitividade econômica da União Europeia (UE) frente aos EUA e China.

Sobre a economia doméstica, ele frisou que empresas esperam grande retorno financeiro e de produtividade dos investimentos em inteligência artificial (IA), com muita emissão de dívidas de longo prazo para financiar a tecnologia. "Tudo que vemos em termos de ganhos de empresas e atividade econômica está forte", apontou.