Embraer EMB 312 Tucano: referência em treinamento e ataque militar
Aeronave completou 46 anos de desempenho reconhecido em diversos países.
Embraer EMB 312 Tucano: aeronave de treinamento e ataque que era ponto de referência para fabricantes mundiais.
O Embraer EMB 312 Tucano era um dos melhores aviões de treinamento e ataque leves, altamente reconhecidos por forças armadas de muitos países. Por ocasião do primeiro voo realizado há 46 anos, em agosto de 1980, a Sputnik lembra a trajetória digna do caça usado na formação de pilotos tanto no Brasil como no exterior.
O clássico Embraer EMB 312 Tucano, conhecido também pelos nomes T-27 e AT-27 usados pela FAB, é um modelo de turboélice monomotor militar de pequeno porte desenvolvido principalmente para treinamentos militares, mas também podia ser utilizado em missões de ataque leve ao solo e interceptação aérea. Seu perfil versátil e flexível, bem como o custo operacional relativamente baixo, atraiu clientes estrangeiros.
Dentre outras vantagens, estavam também assentos ejetáveis, a posição mais alta do instrutor e a capacidade de ataque leve, totalizando até 1.000 kg de armas. Nos anos 1980, foram firmados contratos para fornecimento com o Egito e o Iraque. No Egito, a empresa AOI até assumiu a produção sob licença, tendo montado no total cerca de 120 aparelhos.
Logo depois, o "clube dos proprietários do Tucano" foi ampliado por Honduras, Venezuela, Argentina, Colômbia, Paraguai e Peru, entre outros clientes. No final de 1996, o volume total de encomendas do modelo Tucano chegava a 623 unidades.
Mas o maior sucesso da empresa brasileira ocorreu em 21 de março de 1985, quando a Força Aérea britânica escolheu o projeto para formar seus pilotos. O EMB 312 Tucano venceu uma disputa que tinha o suíço Pilatus PC-9 entre os concorrentes. Cerca de 130 exemplares foram montados em Belfast, na Irlanda do Norte, sob licença. A modificação britânica foi reforçada com um motor Garrett TPE331 mais potente e nova estrutura de célula. O modelo brasileiro, denominado Short Tucano T.1, serviu à RAF por três décadas.
Assim, os pilotos de caças britânicos formados de 1989 a 2019 tiveram seu primeiro voo em um avião de linhas brasileiras. Siga a @sputnikbrasil no Telegram.