TCU revoga suspensão do contrato de R$ 1,06 bilhão no Porto de Santos
Decisão do Tribunal de Contas da União favorece o Consórcio Portolog após questionamentos sobre segurança jurídica.
O Tribunal de Contas da União (TCU) derrubou nesta quarta-feira, 19, a cautelar expedida pelo ministro Augusto Nardes que paralisou o contrato de R$ 1,06 bilhão celebrado entre a Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Consórcio Portolog SPE .
O ministro Walton Alencar , revisor do processo, afirmou, durante sessão plenária, que manteve suspenso o resultado do leilão seria danos à segurança jurídica , já que ainda não foram realizadas as oitivas com todos os envolvidos e pelo fato da Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq) já decidiu ter mantido o resultado do certo, com ajuste no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) .
"Ainda não se concedeu a oitiva prévia nos termos do Regimento... A suspensão abrupta do ajuste que configura o periculum in mora reverso, trazendo riscos imediatos de judicialização e de insegurança jurídica", afirmou durante a sessão.
Seu entendimento foi acompanhado pelos ministros Odair Cunha , Jhonatan de Jesus , Antônio Anastasia , Jorge Oliveira e Vital do Rêgo , presidente do TCU.
O revisor afirmou ainda que o ministro Bruno Dantas , cuja esposa integra o consórcio vencedor do leilão, estaria sendo "injustamente atacado" pela imprensa no registro das atualizações do caso.
"Em relação às invectivas falsas de que o ministro Dantas foi vítima, feitas pela imprensa marrom deste País, acrescento que ele é honrado e sempre honrado a cadeira que enviou nesta Corte. Sua longa trajetória no serviço público, passando por diversos órgãos da administração, sempre notou, sempre demonstrada o nível de pessoa que é o ministro Bruno Dantas", disse.