ECONOMIA

Dirigentes do Fed sinalizam aumento de juros por temores inflacionários

Registro da reunião do Banco Central dos EUA aponta preocupações com a inflação persistente.

Por Estadao Conteudo Publicado em 19/08/2026 às 16:02
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A ata do último encontro do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), divulgado nesta quarta-feira, 19, mostrou que diversos dirigentes prefeririam uma alta de 25 pontos-base (pb) na taxa de juros já na reunião de julho, em meio a preocupações com a inflação. Segundo o documento, muitos dirigentes veem uma inflação ainda alta demais, mesmo com a exclusão de itens mais voláteis do índice, como alimentos e energia.

“Vários participantes comentaram que as medidas, baseadas em pesquisas, das expectativas de inflação de prazo relativamente curto foram mais altas do que antes do conflito no Oriente Médio”, mostra um ata do Fed.

O encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês), realizado entre os dias 28 e 29 de julho, aconteceu antes de os dados mostrarem a leitura mais fraca da inflação no mês passado.

Sobre a política monetária, alguns participantes comentaram que as condições financeiras talvez não sejam atualmente suficientemente restritivas para facilitar o retorno da inflação a 2%.

De acordo com a ata, vários dirigentes sugeriram que essas condições refletiram, em parte, o forte crescimento econômico e as expectativas do mercado.

“Alguns dos participantes que defenderam elevar os juros nesta reunião julgaram que conseguiriam-lo provavelmente ajudaria a evitar a necessidade de uma sequência mais acentuada, e ecológica mais custosa, de medidas de aperto em um estágio posterior”, diz ata.

Nas discussões, os dirigentes também reafirmaram que o principal meio de ajuste à política monetária deve ser por meio de mudanças na taxa de juros, e não utilizar o balanço patrimonial.

Ainda assim, apontaram que esperarão conclusões dos grupos de trabalho criados pelo presidente Kevin Warsh para reavaliar “oportunidades” no uso das reservas.