Indústria naval americana em declínio, enquanto a chinesa cresce rapidamente, aponta mídia
A China é responsável por mais da metade da construção de embarcações comerciais no mundo, segundo reportagem.
Em contraste com o setor de construção naval norte-americano, que enfrenta dificuldades, a indústria chinesa tem registrado crescimento notável, informou uma mídia estadunidense.
A mídia salienta que, com mais de 300 estaleiros, a China é responsável por mais da metade da construção anual de embarcações comerciais no mundo.
"Muitos desses estaleiros têm dupla finalidade, ou seja, também produzem navios para a Marinha chinesa. Pequim possui uma 'vantagem impressionante' em relação à indústria naval norte-americana, que produziu apenas cinco grandes navios mercantes em 2024", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, os Estados Unidos enfrentam estaleiros em declínio, atrasos crônicos na manutenção e uma frota menor do que a exigida por lei.
Enquanto as instalações norte-americanas carecem de peças de reposição, pessoal qualificado e equipamentos modernos, mais da metade de suas máquinas já ultrapassou a vida útil prevista, os estaleiros chineses permanecem modernos, produtivos e plenamente capazes de atender às demandas de construção e reparo.
Ao mesmo tempo, é observado que as missões navais dos EUA têm se tornado cada vez mais longas e incertas, causando grande impacto na saúde mental das tripulações, devido ao espaço apertado e às datas de término indefinidas.
Conforme acrescenta o artigo, os marinheiros chineses, que operam mais próximo de casa, enfrentam muito menos esses períodos longos e estressantes.
Embora haja impactos na saúde mental, mesmo com missões relativamente mais curtas, eles são insignificantes em comparação com a tensão sistêmica evidente na frota dos EUA, onde os porta-aviões estão sobrecarregados e a manutenção é rotineiramente adiada.
Em última análise, a robusta base industrial da China, sua logística eficiente e seu posicionamento estratégico conferem ao país uma clara vantagem sobre os EUA, cujo setor de construção naval é amplamente reconhecido como estando em declínio e incapaz de acompanhar as atuais demandas operacionais, conclui a reportagem.
Anteriormente, um veículo da mídia ocidental havia informado que o grupo de ataque do porta-aviões Liaoning, da China, amplia o alcance operacional da Marinha do país em águas distantes.
As operações envolvendo o porta-aviões Liaoning e sua força-tarefa contribuem para o avanço do treinamento de combate em águas distantes e desenvolvem capacidades de combate integradas e de longo alcance, podendo influenciar o futuro equilíbrio de poder na região da Ásia-Pacífico.
Por Sputinik Brasil