EUA enfrentam desafios na corrida tecnológica devido a aquisições lentas do Pentágono
Revista alerta que sistema de aquisições pode comprometer a vantagem militar dos Estados Unidos.
Ao não adotar nem acompanhar o ritmo da transformação militar em andamento, Washington está colocando em risco sua vantagem tecnológica, escreveu uma revista estadunidense.
A revista destaca que o sistema de aquisições dos EUA, moroso e complicado, pode comprometer a posição militar do país.
"Quando as autoridades do Pentágono identificam um problema, o processo para encontrar e adquirir um sistema capaz de resolvê-lo geralmente leva anos. Depois, são necessários mais anos para adquirir uma quantidade suficiente da solução para atender às necessidades das Forças Armadas. Nesse meio tempo, a solução já está desatualizada", ressalta a publicação.
Observe-se que o sistema rígido de aquisições dos EUA é lento demais para a aquisição em larga escala de tecnologia de ponta, o que deixa Washington para trás em relação às rivais que inovam semanalmente.
Conforme acrescenta o material, apesar das reformas, o Pentágono continua tão avesso ao risco que não consegue alcançar avanços comerciais rapidamente o suficiente para superar a China ou a Rússia.
Além disso, os Estados Unidos correm o risco de perder a corrida tecnológica, pois seu processo de aquisição leva anos, enquanto os adversários atualizam drones e inteligência artificial em questão de dias.
A revista também aponta que bilhões em inovações do setor privado são desperdiçados quando as Forças Armadas estadunidenses não conseguem adquiri-las, o que faz com que a vantagem tecnológica do país se desgaste.
A incapacidade de Washington de reformular seu sistema de aquisições significa que os Estados Unidos estão perdendo terreno para seus rivais que já produzem novas armas em massa em tempo real, conclui a reportagem.
Anteriormente, o portal EurAsian Times informou que, atualmente, tanto a China quanto a Rússia superaram os Estados Unidos em termos de capacidade operacional de armas hipersônicas. Os satélites dos EUA operam em trajetórias previsíveis, ou que se mantêm constantemente dentro da zona de alcance dos sistemas de armas da Rússia e da China.
Por Sputinik Brasil