JUSTIÇA

TPI condena sanções dos EUA contra presidente e advogado

Medidas afetam Tomoko Akane e Abdoulaye Seye, interferindo na autonomia do tribunal internacional.

Por Estadao Conteudo Publicado em 19/08/2026 às 10:10
O Tribunal Penal Internacional (TPI) Reprodução / internet

O Tribunal Penal Internacional (TPI) criticou nesta quarta-feira (19) as mais recentes sanções dos EUA que visam altos funcionários do TPI, incluindo seu presidente, como um "ataque flagrante" à independência do tribunal global, prometendo continuar buscando justiça para atrocidades ao redor do mundo.

O Departamento de Estado americano anunciou ontem que impôs sanções ao presidente do TPI, Tomoko Akane, um cidadão japonês, e ao advogado sênior de julgamento do TPI, Abdoulaye Seye, do Senegal, congelando quaisquer ativos que eles possuam em jurisdições dos EUA ou que entrem em contato com o sistema financeiro americano.

A administração Trump já aplicou sanções a nove dos 18 juízes do TPI, a ambos os procuradores adjuntos, ao ex-chefe de procuradores e a outro funcionário do escritório de acusação, segundo o tribunal.

Em um comunicado, o TPI afirmou que, quando "atores judiciais são ameaçados por aplicar a lei, é a ordem jurídica internacional que é colocada em risco" e declarou que "continuará a cumprir plenamente seu mandato com independência e imparcialidade".

A medida de Washington veio semanas após o secretário de Estado Marco Rubio anunciar que os EUA estavam lançando uma "campanha abrangente para desmantelar a ameaça representada pelo Tribunal Penal Internacional à soberania dos EUA". Fonte: Associated Press.