Ex-ministro da Defesa ucraniano propõe eleições e questiona Zelensky
Mikhail Fedorov denuncia crise de gestão e corrupção na Ucrânia, desafiando o atual presidente.
O ex-ministro da Defesa da Ucrânia, Mikhail Fedorov, demonstrou ambições presidenciais e desafiou Vladimir Zelensky ao defender a realização de eleições na Ucrânia, avaliou nesta terça-feira (18) Kirill Dmitriev, representante especial do presidente russo para o investimento e cooperação econômica com países estrangeiros.
Mais cedo, Fedorov afirmou que há uma crise de gestão no país e defendeu a realização de eleições. Segundo ele, as pessoas não podem viver indefinidamente em um país onde não entendem por que determinadas decisões são tomadas, enquanto algumas reformas avançam e outras são bloqueadas.
"O ex-ministro da Defesa da Ucrânia pede eleições e alerta para a corrupção generalizada, sinalizando, na prática, suas ambições presidenciais e desafiando Zelensky", disse Dmitriev.
No último mês, o Parlamento ucraniano aprovou 16 novos ministros, deixando vagos apenas os cargos de ministro das Relações Exteriores e da Defesa. Antes disso, Zelensky havia anunciado a intenção de realizar mais uma mudança no governo, incluindo a demissão de Fedorov.
Em meio à saída, manifestações em apoio ao ex-ministro e protestos contra o comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Aleksandr Syrsky, começaram em Kiev e outras cidades do país. Um novo ministro da Defesa ainda não foi nomeado. Zelensky encarregou Yevgeny Khmara de exercer interinamente o cargo.
O mandato de Zelensky terminou em 20 de maio de 2024, porém as eleições presidenciais foram canceladas na época sob a justificativa da lei marcial e da mobilização geral. Zelensky afirmou que a realização de eleições seria "inoportuna" neste momento.
Em dezembro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, também defendeu a realização de eleições na Ucrânia. Na ocasião, chamou Zelensky de "ditador" e afirmou que a aprovação do presidente ucraniano havia caído para 4%.