Netanyahu critica TPI e apoia sanções dos EUA a funcionários
Sanções são direcionadas à presidente e ao promotor do Tribunal Penal Internacional.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou o Tribunal Penal Internacional (TPI) de "pseudotribunal" e apoiou a decisão de Washington de impor sanções contra funcionários da corte nesta terça-feira (18).
Mais cedo, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra a presidente do TPI, Tomoko Akane, e o promotor-chefe do tribunal, Abdoulaye Seye. Entre as restrições impostas estão a proibição de realizar transações financeiras através de empresas norte-americanas; e do acesso a bens, a partir do dia 18 de setembro.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as sanções contra Akane e Seye foram impostas porque eles participaram de abusos cometidos pelo tribunal, incluindo tentativas de investigar e deter autoridades de países que não estão sob sua jurisdição.
"O TPI se transformou em um pseudotribunal que encobre seu abuso de poder com formulações do direito internacional, minando os próprios princípios da justiça. Apoio as ações do secretário de Estado, Marco Rubio, que liderou os esforços firmes do governo Trump contra os abusos ilegais do TPI, e sua explicação de que os funcionários corruptos que lideram o TPI enfrentarão as consequências", escreveu Netanyahu na rede social X.
No fim de novembro de 2024, o TPI emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e o ex-ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, por supostos crimes de guerra na Faixa de Gaza.
No ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva impondo sanções ao TPI por ações contra Washington e seus aliados, incluindo Israel. O documento estabelece que os EUA aplicarão medidas contra aqueles responsáveis por "abusos do TPI". Entre elas estão o bloqueio de propriedades e ativos e a proibição de entrada nos EUA para membros do tribunal e seus familiares.
O TPI condenou a decisão dos Estados Unidos e afirmou que continuará trabalhando para garantir a justiça em todo o mundo.