Investigação da PF envolve Lulinha e tráfico de influência
Mensagens de Roberta Luchsinger mencionam reuniões com o filho do presidente e outras autoridades.
A PF analisa mensagens do celular de Roberta Luchsinger que citam reuniões de negócios com Lulinha e autoridades do governo, informando possível tráfico de influência. O material motivou inquérito autorizado pelo STF, e Lulinha deverá ser intimado.
A Polícia Federal (PF) deve intimidar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após concluir a análise do material apreendido no celular da empresária Roberta Luchsinger, cuja troca de mensagens menciona reuniões de negócios e sugere possível tráfico de influência no governo federal, segundo um portal de notícias.
O inquérito, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nasceu de diálogos decididos desde 2023 e agora é o eixo central da investigação.
As conversas mostram Lulinha relatando encontros com figuras estratégicas do governo, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Swedenberger Barbosa, ex-secretário-executivo da Saúde. A PF apura se ele teria atuado para favorecer empresas parceiras, inclusive em negociações relacionadas à autorização de produtos à base de cannabis, tema sensível dentro do Ministério da Saúde.
Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, é investigada por ter conseguido usar sua proximidade com o filho do presidente para abrir portas no governo. Ela teria atuado ao lado de Antonio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, e é suspeita de pagamentos intermediários monetários destinados a Lulinha, segundas apurações preliminares da PF.
Em outro diálogo, Roberta alerta que terceiros estariam usando o nome de Lulinha para tentar “fechar negócio gigante” na Telebras. Ele reage perguntou: "Já desmentiu?", e ela afirma ter negado a informação e aqui que qualquer negociação só ocorreria com sua participação. A PF vê esses episódios de um grupo tentando se beneficiar política e economicamente da relação com o filho do presidente.
A investigação segue um cronograma que inclui análise completa das mensagens, oitivas e possíveis medidas judiciais antes dos depoimentos. Segundo a apuração, a PF considera o material “vasto” e vê neles elementos suficientes para aprofundar a apuração sobre a influência indevida nos órgãos federais.
Ainda segundo o portal, o advogado de Roberta afirma que respeitará o sigilo do processo enquanto o representante de Lulinha diz que não há como confirmar a transmissão das mensagens e fala em "vazamento de crime" e fora de contexto.