Suspeito de homicídio de advogado em Mogi Mirim é preso e confessa crime
Lucas Silva Lopes, de 30 anos, foi encontrado morto em estrada rural e deixa legado em Direitos Humanos.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu o suspeito de matar o advogado Lucas Silva Lopes , de 30 anos, encontrado morto em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani , em Mogi Mirim , no interior paulista. O homem, identificado como Leonardo Jhonatan Olivera , de 32 anos, confessou o crime, de acordo com o delegado do caso. O Estadão tenta localizar a defesa do suspeito.
Uma das linhas de investigação da polícia é que o advogado tenha sido vítima de crime de ódio. O delegado Fábio Chrysostomo afirmou a veículos locais que a vítima já havia registrado um boletim de ocorrência no ano passado por estelionato. À época, Lopes desistiu de prolongar o caso.
O advogado foi encontrado morto no dia 2 de agosto , em uma estrada de terra na zona rural de Mogi Mirim. Ele estava nu, em posição fetal, com ferimentos no rosto e um tecido amarrado ao pescoço.
Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas , fez mestrado em Direitos Humanos e cursou doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). O advogado morava em Campinas e era PCD (pessoa com deficiência).
A Faculdade de Direito da USP lamentou a morte dele e se colocou à disposição de familiares “para ajudar no que fosse possível”. "A Faculdade de Direito da USP, com profunda tristeza, lamenta a morte de seu aluno no doutorado Lucas Silva Lopes, ocorrida no final de semana. Lucas foi orientado pela professora Eunice Prudente (Departamento de Direito do Estado) e desenvolveu pesquisas sobre Direitos Humanos, Inclusão e Proteção de Grupos Vulneráveis", diz a nota.
De acordo com familiares, o advogado tinha como objetivo ingressar no Ministério Público , como Promotor de Justiça. Atualmente, ele se dedicava à advocacia e ao doutorado. “A Diretoria, professores e alunos reforçam os sentimentos sinceros de pêsames aos familiares neste momento de tristeza e de dor se colocam à disposição”, diz a USP.
Em nota, a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campinas lamentou a morte de Lopes e afirmou que o advogado “uniu vivência e conhecimento técnico em prol de uma advocacia mais inclusiva”. Ele era membro da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da subseção.
"Dr. Lucas uniu vivência e conhecimento em prol de uma advocacia mais inclusiva, deixando contribuições relevantes por onde passou. Sua partida deixa uma lacuna na advocacia e no movimento pela inclusão", diz.