SAÚDE

Lúcio Mauro Filho revela diagnóstico de câncer intestinal

Ator foi diagnosticado em 2022 após check-up pós-covid, examinando sua saúde.

Por Estadao Conteudo Publicado em 17/08/2026 às 11:14
Lúcio Mauro Filho

O ator e comediante Lúcio Mauro Filho revelou, durante entrevista ao programa "Alt Tabet", que foi diagnosticado com câncer no intestino em 2022. Segundo ele, a doença foi descoberta após uma colonoscopia , em um check-up realizado depois de tratar complicações relacionadas à covid-19.

O câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, se desenvolve no cólon ou no reto e está entre os tumores mais comuns no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Grande parte dos casos começa a partir de pólipos , lesões inicialmente benignas que podem crescer na parede interna do intestino e, com o tempo, evoluir para um tumor.

Com os exames de rastreamento, é possível identificar essas lesões iniciais e agir antes da progressão da doença, aumentando as chances de cura. “Além disso, quanto mais precoce para o diagnóstico, menor a complexidade do tratamento a ser realizado”, diz Erika Simplício , oncologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Como o câncer de intestino pode ser detectado?

O teste imunoquímico fecal (FIT) e a colonoscopia estão entre os exames utilizados para rastrear e investigar o câncer de intestino.

O FIT é um exame simples e não invasivo, realizado a partir de uma amostra de fezes que pode ser coletada em casa. Ele utiliza anticorpos específicos para identificar pequenos pedaços de sangue que não são visíveis a olho nu e que podem estar relacionados à presença de pólipos ou outras alterações no intestino.

Segundo Erika, diferentemente da colonoscopia, o teste não exige preparo intestinal nem sedação. “Um resultado positivo também não significa que uma pessoa tenha câncer, mas indica a necessidade de investigar a origem do sangramento”, afirma.

Já a colonoscopia permite visualizar diretamente o interior do cólon e fazer reto por meio de um aparelho instalado pelo ânus. Durante o procedimento, o médico pode identificar alterações, como tumores e pólipos, e remover essas lesões quando indicado. Caso seja encontrada uma área suspeita, também é possível coletar uma amostra do tecido para análise em laboratório.

“O exame que efetivamente permite confirmar o diagnóstico de câncer colorretal é a colonoscopia com biópsia da lesão”, explica Erika. Após essa etapa, exames de imagem, como tomografia e ressonância, podem ser usados ​​para avaliar a extensão da doença e verificar se ela atingiu outros órgãos.

Rastreamento no SUS e na rede privada

Na prática, o acesso a esses exames varia entre redes públicas e privadas. Segundo a oncologista Clarissa Baldotto , presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), no setor privado há maior disponibilidade de colonoscopia, que pode ser utilizada como exame inicial de rastreamento. Algumas sociedades médicas internacionais recomendam que pessoas com risco habitual iniciem esse acompanhamento aos 45 anos.

No Sistema Único de Saúde (SUS), por outro lado, a disponibilidade de colonoscopias é mais limitada e varia entre as regiões. Em 2026, o Ministério da Saúde atualizou o FIT como exame de referência para o rastreamento de homens e mulheres de 50 a 75 anos, assintomáticos e com risco habitual.

“Não ter acesso imediato à colonoscopia não significa que uma pessoa não possa fazer rastreamento”, destaca Erika. Nesse cenário, o FIT funciona como uma primeira etapa: caso o resultado seja positivo, o paciente deve ser encaminhado para uma colonoscopia, que permitirá investigar a origem do sangramento.

Erika reforça ainda que a adoção de estratégias diferentes não torna um exame necessariamente melhor do que o outro. "Isso não significa que 'FIT é ruim'. Significa que os dois exames têm funções diferentes", afirma. Embora o teste fecal seja mais simples e possa ser aplicado em larga escala, a colonoscopia permite visualizar e remover lesões durante o próprio procedimento.

Sintomas de câncer de intestino

De acordo com Clarissa, algumas alterações podem indicar a presença de lesões e tumores e merecem atenção. Entre elas, um especialista especializado:

- mudança no hábito intestinal, como surgimento ou piora da prisão de ventre;

-  ;

- presença de sangue nas fezes;

- dor abdominal;

- diss da barriga;

- s;

- perda de peso sem causa aparente.

"A presença desses sinais não significa necessariamente que uma pessoa tenha câncer, mas deve ser investigada", afirma o oncologista.