Dólar encerra em baixa, mas mantém-se acima de R$ 5,20
O recuo da moeda americana ocorre em meio a incertezas sobre a economia nos EUA e influências externas.
O dólar à vista opera em queda ante o real nesta segunda-feira, 17, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior, mas permanece acima de R$ 5,20. O contrato para setembro também recuou levemente, após a moeda ter encerrado na sessão de sexta-feira a R$ 5,2199, com alta de 0,52%, no quinto pregão consecutivo de valorização e maior nível de fechamento desde 30 de março.
No exterior, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, recua, enquanto a moeda norte-americana tem sinal misto ante as principais divisas emergentes.
O movimento ocorre em meio à redução das apostas de alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), após dados recentes de emprego e inflação nos Estados Unidos. Nesta semana, os investidores acompanham a ata da última reunião do Fed e novos indicadores de atividade.
O petróleo, por sua vez, opera em alta, próximo de US$ 89 o barril, diante das incertezas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. A questão ganhou novos contornos segunda-feira, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump , ameaçar bombardear Omã caso o país "se intrometa" nos planos de Washington para o Estreito de Ormuz.
Teerã afirmou ter chegado a um entendimento com Mascate sobre um plano para que os navios voltem a transitar pela via marítima. Mais cedo, uma autoridade iraniana afirmou que o país subirá ao limite em Ormuz e na região caso a diplomacia com os Estados Unidos fracasse.
No Brasil, os investidores digerem o IBC-Br de junho, divulgado pelo Banco Central, que caiu 0,6%, ante expectativa de atraso de 0,5%. O resultado reforça sinais de desaceleração da atividade econômica. Mais cedo, o mercado também conheceu o Relatório Focus , que manteve em 5,02% a projeção para o IPCA de 2026 e subiu de 4,22% para 4,24% a estimativa para a inflação de 2027.
A previsão para o câmbio no fim deste ano chegou em R$ 5,20, enquanto a estimativa para 2027 passou de R$ 5,28 para R$ 5,29. A previsão para a Selic no fim de 2026 contínua em 13,75%.
O ambiente doméstico segue marcado pela cautela com os riscos fiscais e eleitorais e pela saída de capital estrangeiro. Na sexta-feira, o dólar ultrapassou R$ 5,20 e chegou à máxima de R$ 5,2490 durante a sessão, após o governo brasileiro abrir processo para aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, em resposta à tarifa de 25% imposta pelo governo americano sobre produtos brasileiros.
Às 10h48 desta segunda-feira, o dólar à vista recuava 0,19%, cotado para R$ 5,2100.