ECONOMIA

Crescimento do PIB brasileiro é de 0,3% no 2º tri, aponta FGV

Instituto destaca desaceleração em relação ao primeiro trimestre, mas mantém taxa positiva na economia.

Por Estadao Conteudo Publicado em 17/08/2026 às 10:44
PIB Depositphotos

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,3% no segundo trimestre na comparação com o primeiro trimestre de 2026 . Em relação ao segundo trimestre de 2025 , houve expansão de 1,7% no segundo trimestre de 2026 . A taxa acumulada em 12 meses até o segundo trimestre foi de 1,8% . Os dados são do Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

No mês de junho, o indicador apontou para queda de 1,1% ante maio. Na comparação com junho de 2025 , a atividade econômica teve expansão de 1,9% em junho de 2026 .

"O crescimento de 0,3% da economia no segundo trimestre mostra desaceleração da atividade econômica em relação ao forte desempenho de 1,0% registrado no primeiro trimestre do ano. Essa dinâmica também foi observada nas três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços) e na maior parte dos componentes da demanda. Apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano", afirmou a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece , em nota.

Segundo a FGV, a manutenção do crescimento do consumo deveu-se, principalmente, ao bom desempenho do consumo de serviços e de produtos contidos, que foi influenciado pelo aumento das importações de automóveis no trimestre.

Apesar da desaceleração da economia no segundo trimestre, a instituição ressaltou que este é o vigésimo resultado consecutivo de taxas positivas da atividade. “Isso demonstra que, embora a taxa possa ser baixa, a economia segue com resultados positivos em meio ao contexto externo e interno que tem se marcado com solicitações com a elevação do preço do barril do petróleo, juros em níveis elevados e alto endividamento da população”, disse Trece.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice de economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

Na análise desagregada dos componentes da demanda, a FGV informou que o consumo das famílias cresceu 2,6% no segundo trimestre, com principalmente do consumo de bens protegidos e de serviços.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) teve crescimento de 1,6% no segundo trimestre. Segundo a FGV, os segmentos de máquinas e equipamentos voltaram a apresentar queda, apesar do aumento das taxas de crescimento de construção e de outros componentes.

A exportação de bens e serviços registrou crescimento de 4,5% no segundo trimestre, com desaceleração em relação ao ritmo distribuído desde meados de 2025 . Já a importação cresceu 5,7% no segundo trimestre, impulsionada por serviços e bens de consumo.

Em termos monetários, estima-se que o PIB no primeiro semestre de 2026 , em valores correntes, tenha sido de R$ 6,557 trilhões . A taxa de investimento no segundo trimestre foi de 18,5% .