Dario Durigan descarta temor em relação à reforma tributária
Ministro da Fazenda destaca importância do diálogo e da implementação gradual da nova legislação tributária.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou que não há motivo para se ter medo da reforma tributária e disse que o que a preocupação é a possibilidade de o País manter o atual quadro de complexidade e insegurança no sistema de impostos. A declaração foi feita durante a 27ª Conferência Anual do Santander .
“O que me assusta é olhar para a situação tributária brasileira hoje e imaginar que as pessoas pudessem seguir essa forma”, afirmou Durigan.
Segundo ele, apesar das ponderações levantadas ao longo da discussão - inclusive dentro da própria equipe econômica - o governo não deve recuperar o objetivo de melhorar o ambiente para empresas, micro e pequenos negócios, empreendedores e pessoas físicas.
Durigan disse que a estratégia do governo passa por intensificar a comunicação e o diálogo com entidades e setores impactados, citando o Conselho Federal de Contabilidade , a OAB , empresas e bancos.
Ele ressaltou que o compromisso é conduzir a implementação com neutralidade, regras claras e capacitação ao longo do período de transição.
De acordo com o ministro, a reforma precisa sinalizar que 2026 será um ano direcionado à educação e adaptação, sem deliberações relacionadas às obrigações acessórias. “Em 2026, não tem sorte”, disse, ao citar atuação conjunta da Receita Federal, do Ministério da Fazenda e do Comitê Gestor.
Durigan também afirmou que o avanço na governança federativa tem mantido conversas com Estados e municípios sem ruído, com profundidade entre os entes. Ele as normas que a regulamentação da reforma - por meio de decreto e leis complementares - vem sendo construída com base em resoluções do Comitê Gestor e amplo debate, embora ainda haja pontos pendentes.
Entre os temas que devem ser enfrentados na transição, destacaram questões de fluxo de caixa e o tratamento de créditos acumulados de tributos atuais, como PIS e Cofins. Segundo Durigan, a orientação à Receita e ao Comitê Gestor é conduzir essas discussões de forma aberta para reduzir incertezas.
“O caminho está pronto”, afirmou Durigan, acrescentando que, com a transição a partir de 2027 , a reforma tende a entregar um sistema “muito melhor” do que o atual, tanto do ponto de vista tributário quanto de organização e fiscalização no médio e longos prazos.