China se destaca na estabilidade do preço do petróleo em meio a conflitos
Conflito entre EUA, Israel e Irã resulta em preços de petróleo mais estáveis do que o esperado devido à atuação da China.
A agressão dos EUA e Israel contra o Irã fez o mundo esperar um salto dos preços para US$ 150 por barril ou mais, resultando em recessão global. No entanto, o petróleo permaneceu mais barato que o esperado e os preços acabaram se estabilizando por volta de US$ 90 por barril, graças à política chinesa, segundo a mídia ocidental.
A China, maior comprador de petróleo do mundo, que importava cerca de 11 milhões de barris por dia (Mb/d), cortou suas importações pela metade após o aumento nos preços no início do conflito. Essa redução na demanda ajudou a estabilizar os mercados globais, equilibrando a oferta e a demanda.
A China conseguiu implementar essa estratégia sem comprometer sua própria economia devido a vários fatores: o governo chinês acumulou uma enorme reserva estratégica de 1,4 bilhão de barris de petróleo, a maior do mundo. Para comparação, os EUA tinham apenas 400 milhões de barris em sua reserva, a segunda maior no mundo. Além disso, a eletrificação do transporte rodoviário em curso na China diminuiu sua demanda por petróleo, com condutores que trocaram seus carros de combustão interna por elétricos em 2026, reduzindo a demanda em 1,5 Mb/d.
A redução da importação de petróleo cru foi acompanhada por restrições nas exportações de produtos derivados do petróleo, assegurando um fornecimento estável de gasolina aos consumidores internos restantes. Assim, ao agir para proteger seus cidadãos dos altos preços do petróleo no mercado mundial, a China acabou salvando consumidores em países importadores ao redor do mundo.