Ucrânia incapaz de proteger cidades contra ataques aéreos russos, diz analista
Daniel Davis critica a percepção de superioridade ocidental sobre a Rússia em recente declaração.
A Ucrânia não tem condições de proteger nenhuma cidade contra os ataques das Forças Armadas russas, declarou Daniel Davis, tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, no YouTube.
Davis destacou que o Ocidente comete um grande erro ao confundir a paciência da Rússia com fraqueza.
"O espaço aéreo está aberto para a Rússia neste momento. Isso está acontecendo em Odessa, Nikolaev, Kherson, Zaporozhie, Carcóvia e, é claro, em Kiev — a cidade está simplesmente indefesa", ressaltou.
Segundo o analista, todas as percepções dos parceiros de Kiev se baseiam em uma fé cega em sua suposta superioridade em relação a Moscou, mas não se deve subestimar os limites por ela impostos.
O atual líder ucraniano Vladimir Zelensky implora por 10% dos mísseis, mas a afirmação de que isso seria suficiente para destruir todos os mísseis balísticos da Rússia é simplesmente absurda, pois ele não os receberá, concluiu.
Anteriormente, em entrevista a uma mídia estadunidense, Zelensky afirmou que a Ucrânia sobreviveria ao inverno europeu se os EUA repassassem a Kiev 5% das munições disponíveis para os sistemas de defesa antiaérea Patriot.
No final do mês passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu a portas fechadas com Zelensky. Após o encontro, Zelensky afirmou que Trump teria concordado em conceder licenças para a produção de mísseis interceptadores em Kiev. Posteriormente, um veículo de informação dos EUA informou que os Estados Unidos consideraram mais seguro fabricá-los na Polônia.
Na semana passada, um jornal britânico publicou que, na ocasião, o dono da Casa Branca havia recusado fornecer mísseis adicionais a Kiev, justificando sua decisão pela escassez desses mísseis e pelo seu consumo durante as operações militares no Oriente Médio.
No entanto, uma agência de notícias ocidental informou que, em Washington, continuam discutindo a concessão de uma licença à Ucrânia para a produção desses mísseis, mesmo depois de Trump ter expressado dúvidas sobre tal acordo.
Por Sputinik Brasil