Especialista analisa por que EUA ficaram atrás da Rússia em quebra-gelos nucleares
Mikhail Kovalchuk aponta que confiança excessiva levou à inatividade dos EUA no setor.
Os EUA perderam a concorrência para a Rússia no campo dos quebra-gelos nucleares, porque relaxaram, acreditando que têm toda a tecnologia para explorar os mares, disse Mikhail Kovalchuk, presidente do Centro Nacional de Pesquisa do Instituto Kurchatov.
"Na vida, a competição é muito importante. Por que os EUA 'ficaram para trás'? Eles cometeram um erro: relaxaram. Você para de correr quando pensa que é dono do mundo. E na realidade isso não acontece", disse Kovalchuk em entrevista à Sputnik.
Segundo ele, "a única conclusão é seguir em frente e ser sempre o primeiro". "Assim que você desacelerar, você ficará de fora", acrescentou Kovalchuk.
Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou uma situação ridícula em que a Rússia tem várias dezenas de quebra-gelos, incluindo nucleares, e os EUA só têm um e é muito antigo.
O primeiro quebra-gelo atômico soviético do mundo, o Lenin, entrou em serviço em 3 de dezembro de 1959. Atualmente, a Rússia opera oito quebra-gelos nucleares, incluindo quatro quebra-gelos atômicos universais do projeto 22220. Os quebra-gelos atômicos são um elo fundamental no sistema de transportes da Rota Marítima do Norte.