Desemprego feminino supera o masculino em 39% no segundo trimestre de 2026
Estudo do IBGE revela disparidades de gênero e escolaridade nas taxas de desocupação.
A taxa de desocupação no Brasil foi de 5,4% no segundo trimestre de 2026, mas os recortes por sexo, cor ou raça e escolaridade mostram diferenças relevantes no mercado de trabalho, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na abertura por gênero, a taxa de desocupação das mulheres ficou em 6,4%, acima da observada entre os homens, de 4,6%. Com isso, o desemprego feminino foi 39,1% superior ao masculino no período, conforme cálculo a partir das taxas divulgadas. A menor diferença entre homens e mulheres foi registrada no 2º trimestre de 2020 (27%).
Por cor ou raça, a taxa ficou abaixo da média nacional para brancos, com 4,2% , e acima para pretos e pardos, com 6,9% e 6,1% , respectivamente. A diferença percentual entre a taxa dos brancos e a dos pretos foi de 64,3% . No confronto entre brancos e pardos, a distância foi de 45,2% .
O recorte por nível de instrução também indica que o desemprego tende a ser menor em grupos com maior escolaridade. A menor taxa foi registrada entre pessoas com ensino superior completo, de 3% . Entre os que não tinham instruções, a taxa foi de 4,4% , e para aqueles com fundamental incompleto, de 5% . No fundamental completo, a desocupação alcançou 6,2% .
O maior patamar do levantamento apareceu no grupo com ensino médio incompleto, com taxa de 9% , acima dos demais níveis. Entre os que tinham ensino médio completo, o desemprego ficou em 6,3% . Para o superior incompleto, a taxa foi de 5,6% , quase o dobro da observada no superior completo.
Os dados reforçam que, no segundo trimestre de 2026, os maiores níveis de desocupação se concentraram entre mulheres, pretos e pessoas com ensino médio incompleto, enquanto os menores foram distribuídos entre trabalhadores com nível superior completo.