ECONOMIA

Queda inesperada nos empréstimos bancários da China em julho

Novos empréstimos diminuem em 340 bilhões de yuans, impactados pela crise do setor imobiliário.

Por Estadao Conteudo Publicado em 14/08/2026 às 07:17
China: novos empréstimos bancários recuam inesperadamente em julho Nano Banana (Google Imagen)

Os novos investidores bancários na China caíram de forma inesperada em julho, em um recuo que ocorre enquanto o banco central do país (PBoC) tenta reduzir a importância desse indicador.

Segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira, 14, os novos empréstimos registraram queda líquida de 340 bilhões de yuans em julho, após uma expansão de 1,61 trilhão de yuans em junho, e ficaram abaixo da expectativa de alta de 280 bilhões de yuans em pesquisa do The Wall Street Journal .

O resultado fraco de julho é explicado em parte por fatores sazonais, mas também reflete uma demanda doméstica por crédito, em meio à crise prolongada do setor imobiliário.

Para o PBoC, os analistas devem avaliar os empréstimos e as emissões de títulos em conjunto, em vez de considerar apenas os empréstimos como a poluição da demanda por financiamento, à medida que a economia passa por mudanças estruturais.

Em documento publicado na quarta-feira, o banco central afirmou que a transição para “novas forças produtivas” está mudando conforme as necessidades de crédito. Como os setores emergentes são menos intensivos em ativos do que as áreas tradicionais, como imóveis e infraestrutura, a quantidade de crédito bancário necessária por unidade de crescimento progressivo, levando a uma queda natural na demanda por empréstimos tradicionais.

Ao mesmo tempo, canais alternativos de financiamento - sobretudo títulos e ações - ganham relevância, segundo a instituição.

O financiamento social total, medida mais ampla que inclui fontes fora do sistema bancário, ficou em 1,41 trilhão de yuans, segundo os dados.

Já o M2, indicador mais amplo da oferta de moeda, cresceu 7,7% na comparação anual, abaixo dos 8,0% de junho e ligeiramente inferior aos 7,9% ajustados pelos economistas. Fonte: Dow Jones Newswires.