Nubank registra lucro histórico de US$ 1,1 bilhão no 2º trimestre de 2026
O lucro teve um aumento de 49% comparado ao mesmo período de 2025, impulsionado pelo crescimento do crédito.
O Nubank registrou lucro líquido recorde de US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 49% em relação ao mesmo período do ano passado, desconsiderando os efeitos do câmbio, com a expansão puxada pelo avanço do crédito e das receitas. Na comparação trimestral, o lucro cresceu 17%. Foi o primeiro ganho trimestral acima de US$ 1 bilhão do Nubank.
O principal indicador de rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) foi de 33%, ante 28% um ano antes e 29% no trimestre imediatamente anterior, permanecendo entre os maiores do setor financeiro.
O fundador e CEO do Nubank, David Vélez, destaca que o banco, criado há 13 anos em São Paulo, já gera mais de US$ 1 bilhão em lucro líquido por trimestre e é a maior instituição digital do México.
O novo CFO do Nubank, Rob Livingston, ressalta à Broadcast que os resultados vieram "robustos", mostrando a força do modelo de negócios do banco digital, com alta das receitas, do lucro e qualidade dos ativos de crédito sob controle. Ele chama atenção para a receita média mensal por cliente ativo (ARPAC, na sigla em inglês), que atingiu US$ 17 no segundo trimestre, recorde do banco.
A receita bruta do Nubank ficou em US$ 5,9 bilhões, alta anual de 39%. A receita financeira líquida de juros (NII, na sigla em inglês) atingiu US$ 3,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 9% na comparação trimestral.
A margem líquida de juros (NIM) ficou em 22,9%, ante 21,1% no primeiro trimestre de 2026 e 18,8% um ano antes. A elevação é explicada pelo crescimento da carteira de crédito e a mudança do mix em direção ao crédito sem garantia e a expansão deliberada para segmentos de maior risco, comunicada no trimestre anterior. A NIM ajustada ao risco chegou a 12,4%, de 9,5% no primeiro trimestre, também maior o nível já registrado pelo banco.
A carteira de crédito total teve crescimento anual de 37% e de 5% no trimestre, para US$ 39,4 bilhões. O crédito sem garantia somou aproximadamente US$ 10,3 bilhões e o crédito com garantia, US$ 3,1 bilhões. Os cartões de crédito responderam por US$ 26 bilhões.
Na qualidade da carteira de crédito, a inadimplência acima de 90 dias foi de 6,9%, em comparação a 6,5% no primeiro trimestre de 2026 e no segundo trimestre de 2025. A elevação ocorreu principalmente em função da migração sazonal dos atrasos iniciais registrados no primeiro trimestre.
Já a inadimplência mais curta, abaixo de 90 dias, fechou em 4,8%, ante 5% no trimestre anterior e 4,5% há um ano. A maior parte dessa melhora veio da sazonalidade, parcialmente compensada pela expansão deliberada em segmentos de maior risco e maior retorno, segundo o banco.
As provisões para perdas de crédito fecharam em US$ 1,7 bilhão, queda de 9% no trimestre. O recuo se deu em função da melhora sazonal normalmente observada nos atrasos iniciais durante o segundo trimestre.
Clientes
A base de clientes alcançou 139 milhões ao fim de junho, com adição de 4 milhões no trimestre, crescimento de 13% em um ano. No Brasil, o banco digital atingiu 118 milhões de clientes. No México, alcançou 16 milhões e, segundo Vélez, já é o maior banco digital do país. Na Colômbia, são 5 milhões, de acordo com o balanço.
No México, o diretor financeiro ressalta que o banco conseguiu licença bancária e teve seu primeiro trimestre completo de lucratividade. "Com a licença bancária, agora podemos oferecer mais produtos do que podíamos antes."