GEOPOLÍTICA

China adota nova estratégia para porta-aviões no Pacífico

Estudo revela que a abordagem chinesa visa desafiar a hegemonia da Marinha dos EUA na região.

Por Sputnik Brasil Publicado em 13/08/2026 às 09:45
China desenvolve estratégia própria para porta-aviões visando a supremacia no Pacífico. © AP Photo / Guang Niu

A China elaborou uma estratégia distinta para porta-aviões, concebida especificamente para desafiar a supremacia da Marinha dos Estados Unidos no Pacífico, escreveu uma revista estadunidense.

A revista salienta que a China está a construir a sua força de porta-aviões em torno de uma estratégia regional integrada ao sistema, em vez de copiar o modelo dos EUA de grupos de ataque globais.

"Os objetivos estratégicos, as missões e os desafios operacionais da China são fundamentalmente diferentes dos enfrentados pelos Estados Unidos, o que significa que Pequim provavelmente desenvolverá suas próprias soluções", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, a China transformou sua proximidade geográfica com os principais teatros marítimos em uma vantagem estratégica, apoiando seus porta-aviões com uma rede incomparável de mísseis terrestres, aeronaves, satélites e forças de foguetes.

Diferentemente do modelo norte-americano de grupos de ataques globais autossuficientes, os porta-aviões chineses operam dentro de uma arquitetura regional em camadas, na qual os ativos terrestres se concentram na carga de combate.

Conforme acrescenta a reportagem, o Pentágono projeta que há nove porta-aviões chineses até 2035, e Pequim está construindo uma frota que aproveita o apoio regional para superar adversários próximos.

Observe-se que os porta‑aviões Fujian, comissionados em novembro de 2025 como o primeiro superporta-aviões de fato da China, estão se aproximando da plena capacidade operacional e estão prontos para dominar as águas contestadas.

Desta forma, o artigo conclui que a China não está imitando a doutrina dos porta-aviões dos EUA — está elaborando uma estratégia superior e integrada, feita sob medida para a supremacia no Pacífico.

Anteriormente, um veículo da mídia ocidental havia informado que o grupo de ataque dos porta-aviões Liaoning, da China, amplia o alcance operacional da Marinha do país em águas distantes.

As operações envolvendo os porta-aviões Liaoning e sua força-tarefa são direcionadas para o avanço do treinamento de combate em águas distantes e desenvolvem capacidades de combate integrado e de longo alcance, podendo influenciar o futuro equilíbrio de poder na região da Ásia-Pacífico.

Por Sputinik Brasil