China adota nova estratégia para porta-aviões no Pacífico
Estudo revela que a abordagem chinesa visa desafiar a hegemonia da Marinha dos EUA na região.
A China elaborou uma estratégia distinta para porta-aviões, concebida especificamente para desafiar a supremacia da Marinha dos Estados Unidos no Pacífico, escreveu uma revista estadunidense.
A revista salienta que a China está a construir a sua força de porta-aviões em torno de uma estratégia regional integrada ao sistema, em vez de copiar o modelo dos EUA de grupos de ataque globais.
"Os objetivos estratégicos, as missões e os desafios operacionais da China são fundamentalmente diferentes dos enfrentados pelos Estados Unidos, o que significa que Pequim provavelmente desenvolverá suas próprias soluções", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, a China transformou sua proximidade geográfica com os principais teatros marítimos em uma vantagem estratégica, apoiando seus porta-aviões com uma rede incomparável de mísseis terrestres, aeronaves, satélites e forças de foguetes.
Diferentemente do modelo norte-americano de grupos de ataques globais autossuficientes, os porta-aviões chineses operam dentro de uma arquitetura regional em camadas, na qual os ativos terrestres se concentram na carga de combate.
Conforme acrescenta a reportagem, o Pentágono projeta que há nove porta-aviões chineses até 2035, e Pequim está construindo uma frota que aproveita o apoio regional para superar adversários próximos.
Observe-se que os porta‑aviões Fujian, comissionados em novembro de 2025 como o primeiro superporta-aviões de fato da China, estão se aproximando da plena capacidade operacional e estão prontos para dominar as águas contestadas.
Desta forma, o artigo conclui que a China não está imitando a doutrina dos porta-aviões dos EUA — está elaborando uma estratégia superior e integrada, feita sob medida para a supremacia no Pacífico.
Anteriormente, um veículo da mídia ocidental havia informado que o grupo de ataque dos porta-aviões Liaoning, da China, amplia o alcance operacional da Marinha do país em águas distantes.
As operações envolvendo os porta-aviões Liaoning e sua força-tarefa são direcionadas para o avanço do treinamento de combate em águas distantes e desenvolvem capacidades de combate integrado e de longo alcance, podendo influenciar o futuro equilíbrio de poder na região da Ásia-Pacífico.
Por Sputinik Brasil