Pesquisas indicam que controles de exportação dos EUA podem prejudicar empresas chinesas
Estudo revela que restrições podem afetar inovação e competitividade das empresas norte-americanas.
Após anos de endurecimento dos controles de exportação dos EUA para a China sob a alegação de razões de segurança nacional, uma nova pesquisa parece mostrar que as restrições estão, na verdade, prejudicando os interesses que buscam proteger, relata a mídia asiática.
De acordo com uma pesquisa com 175 empresas conduzida pelo Conselho Empresarial EUA-China (USCBC, na sigla em inglês), 95% das empresas norte-americanas entrevistadas acreditam que "as operações na China são de importância moderada a muito alta para a manutenção da competitividade global".
Isso ocorre porque, entre outros fatores, as empresas norte-americanas podem aplicar as lições que a China aprendeu em outros mercados.
Nesse sentido, uma publicação do Global Times indica que, quando Washington restringe o acesso a um dos maiores mercados do mundo, não está limitando a demanda chinesa, mas sim o mercado disponível para a inovação norte-americana.
Um caso que ilustra esse problema, aponta o artigo, é o da Nvidia, que em abril de 2025 previa que as restrições norte-americanas ao seu chip de inteligência artificial (IA) H2O custariam à empresa US$ 5,5 bilhões (cerca de R$ 30,4 bilhões).
Segundo a publicação asiática, embora os EUA afirmem querer proteger a liderança norte-americana, ignoram o fato de que liderança não se limita à capacidade de decidir quem pode comprar seus produtos, mas sim à capacidade de fazer com que o mundo queira continuar comprando.
"O verdadeiro problema com os controles de exportação excessivos não é simplesmente que eles podem não impedir o desenvolvimento da China, mas que podem estar acelerando o surgimento de um mundo no qual as empresas norte-americanas não sejam mais indispensáveis", enfatiza a publicação.
Por Sputinik Brasil