Cogna registra lucro líquido de R$ 148,9 milhões no 2º tri de 2026
Crescimento de 25,3% em relação ao mesmo período de 2025, com forte desempenho nas áreas de educação.
A Cogna reportou lucro líquido contábil de R$ 148,9 milhões no segundo trimestre de 2026, registrando uma alta de 25,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. No semestre, o lucro totalizou R$ 290,3 milhões, um crescimento de 35,7%.
O lucro líquido ajustado foi de R$ 210,2 milhões, marcando um aumento anual de 18,1%. Nos primeiros seis meses de 2026, a empresa alcançou um lucro líquido ajustado de R$ 411 milhões, com avanço de 23,6% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Esse crescimento no lucro líquido foi impulsionado principalmente pela evolução do resultado operacional, redução de itens não recorrentes e diminuição na linha de imposto de renda e contribuição social do exercício e diferido.
O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) recorrente somou R$ 589,4 milhões ao fim de junho, uma alta de 6,8% em um ano. No acumulado de 2026, o Ebitda recorrente totalizou R$ 1,269 bilhão, com um aumento de 14,6% em relação ao primeiro semestre de 2025.
No segundo trimestre, a receita líquida da companhia foi de R$ 1,960,7 bilhão, apresentando um crescimento anual de 17,8%. Considerando o consolidado de 2026, a receita atingiu R$ 4,106,9 bilhões, alta de 24,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela Educação Básica, beneficiada pelo aumento no volume de receita líquida do PNLD e pela maior conversão de ACV.
A companhia apresentou crescimento em suas principais linhas de negócios. Na Kroton, a receita líquida cresceu 6,3% no trimestre; enquanto na Educação Básica, que agora inclui Vasta e Saber após a reorganização de 2026, a alta foi de 50,5%. O release não fornece taxas separadas para Vasta e Saber.
Ao final de junho de 2026, a dívida líquida da Cogna totalizava R$ 2,775 bilhões, uma redução de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, a diminuição foi de R$ 21,8 milhões, resultante da redução da dívida bruta devido a ações de Liability Management. Desconsiderando os efeitos da aquisição da Educbank, a dívida líquida teria diminuído R$ 222,6 milhões na comparação anual.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 211,4 milhões no segundo trimestre, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. No acumulado, o resultado financeiro foi negativo em R$ 426,8 milhões, 7,5% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, chegou a 1,10 vez no final do segundo trimestre de 2026, comparado a 1,22 vez um ano antes. Desconsiderando a aquisição da Educbank, o indicador seria de 1,02 vez.