Lula defende agilidade no avanço de tecnologias
O presidente brasileiro destaca a importância do desenvolvimento rápido de ferramentas de inteligência artificial.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta terça-feira (11) que o país precisa ter mais agilidade no desenvolvimento de tecnologias. Segundo o petista, o governo deve ter mais empenho no assunto, pois "ninguém vai levantar para o Brasil sentar".
Durante uma reunião sobre soberania digital, Lula afirmou que possuir ferramentas e soluções de inteligência artificial tornam as empresas "donas do pedaço", que seria, outrora, do Estado. Na visão do presidente, o Brasil precisa ser mais célere no desenvolvimento destas tecnologias.
"Ninguém espera que o Brasil avance. Ninguém vai levantar para o Brasil sentar. Cada um vai fazer o que puder para ganhar."
Como exemplo da falta de agilidade brasileira, Lula citou uma turbina brasileira a etanol. De acordo com o presidente, ele visitou o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 2010 para conhecer a tecnologia.
Segundo Lula, quando o projeto iniciou durante seu segundo mandato, ele reforçou a necessidade do governo colocar uma encomenda como forma de financiamento. Da mesma forma deve agir o governo com as áreas consideradas prioritárias, como a inteligência artificial.
"Quando eu tomei posse, 13 anos depois, a primeira pergunta que eu fiz para a FAB [Força Aérea Brasileira] foi perguntar: 'Cadê a turbina?' Ela parou, está sem dinheiro. [...] Mandei colocar dinheiro. Mas nós ficamos 13 anos parados. A gente poderia ser fabricante de turbina hoje."
O protótipo, batizado de UGEE1000BR, foi apresentado no mês passado no campus do Centro Técnico Aeroespacial (CTA). O modelo usa etanol para gerar energia elétrica e é capaz de abastecer cerca de 3,6 mil residências.
"Agora, para que a gente dê escala, ofereça na América Latina e na América do Sul, para que a gente ofereça no continente africano, que tem um problema de energia muito sério, nós precisamos dar escala. E, para dar escala, significa que o governo vai ter que fazer encomendas. Não tem outro jeito."