Vereadora emociona ao falar sobre a filha e o assassinato de Isabella Nardoni
Ana Carolina Oliveira compartilha momento com a filha mais nova, de seis anos, sobre o histórico familiar.
A vereadora de São Paulo Ana Carolina Oliveira (Podemos), mãe de Isabella Nardoni , se emocionou ao responder, nas redes sociais, se sua filha mais nova, Maria Fernanda , de seis anos, sabia o motivo pelo qual sua irmã foi assassinada.
No vídeo, publicado na segunda-feira, 10, Ana Carolina explicou que seus dois filhos sabem do ocorrido. "Durante anos, eu tentei procurar formas de contar pros meus filhos o que tinha acontecido. Miguel , na época do documentário, soube mais. E hoje ele sabe. A Maria Fernanda sabe. Ela tem seis anos, hoje sabe. Inclusive, eu passei por uma situação muito difícil", disse a vereadora.
Ana Carolina também contou que, recentemente, foi questionada pela filha sobre o que Isabella teria feito para o pai, Alexandre Nardoni , para ele ter cometido o crime. Ela diz que não consegue responder a todas as perguntas da filha, mas frisou para Maria Fernanda que Isabella não teria feito nada, muito menos algo que justificasse o crime.
Aos 42 anos, Ana Carolina Oliveira é candidata a deputada federal por São Paulo pelo partido Podemos nas eleições de 2026. É a segunda carga a que ela concorre. Em 2024, com a mesma sigla, foi eleita a segunda vereadora mais votada da capital paulista, com projetos voltados à proteção de mulheres, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência.
Em março deste ano, Ana Carolina publicou um vídeo nas redes sociais em homenagem a Isabella , morta há 18 anos. Ela cerrou a homenagem reforçando o compromisso de seguir na causa. “Muitas crianças estão vivendo nesse contexto de achar que são punidas por algo que elas fizeram”, disse.
Isabella Nardoni morreu aos 5 anos, em 29 de março de 2008, após ser jogado da janela do 6º andar de um prédio na Vila Guilherme , na zona norte de São Paulo, onde moravam o pai, Alexandre Nardoni , e a madrasta, Anna Carolina Jatobá . Ambos foram condenados em 2010 - ele a 31 anos e 1 mês de prisão, e ela a 26 anos e 8 meses.
O caso teve grande repercussão nacional e se tornou um dos crimes mais marcantes do País. Desde então, Ana Carolina passou a atuar em pautas relacionadas à proteção de crianças e vítimas de violência.