ECONOMIA

Ouro se valoriza com foco nas decisões do Federal Reserve

O metal precioso fecha acima de US$ 4.400, enquanto petróleo se mantém em alta.

Por Estadao Conteudo Publicado em 11/08/2026 às 14:43
Barra de ouro © Sputnik / Ilya Naymushin / Acessar o banco de imagens

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta terça-feira, 11, mantendo o metal acima do nível de US$ 4.400 a onça-troy. O avanço da commodity nas duas primeiras sessões da semana ocorre apesar da valorização do petróleo, algo que veio de instruções o ativo nos últimos meses. O foco neste momento estão nas perspectivas para o Federal Reserve (Fed), especialmente a partir da leitura dos dados de inflação americana, como no caso do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que será divulgado na quarta-feira, 12.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,48% , a US$ 4.441,1 por onça-troy. A prata para setembro cedeu 0,52% , a US$ 64,935 por onça-troy.

Nos últimos meses, o brilho entre o ouro e o petróleo tem sido predominantemente negativo, uma vez que os altos preços do petróleo também elevaram as expectativas de aumento das taxas de juros pelo Fed. No entanto, o cenário vem sendo diferente nesta semana.

“Apesar da valorização do petróleo, as expectativas em relação às taxas de juros subiram apenas aprimoradas e permaneceram abaixo dos níveis coletados antes da divulgação, na última sexta-feira, dos dados decepcionantes sobre o mercado de trabalho dos EUA”, aponta o Commerzbank.

Além disso, o ouro vem receber impulso dos investidores de ETFs. Segundo dados da Bloomberg, houve entradas líquidas de 14,5 toneladas em ETFs de ouro nos últimos quatro pregões.

Segundo dados do Conselho Mundial do Ouro (WGC), os ETFs de ouro globais registraram entradas líquidas de 23,5 toneladas em julho. Nos dois meses anteriores, as participações desses ETFs caíram em um total de 92,5 toneladas . O WGC aponta a correção nas ações de tecnologia, o surgimento de interesse de compra devido aos preços mais baixos do ouro, as perspectivas incertas em relação ao Fed e as tensões contínuas entre os EUA e o Irã como motivos para essas entradas.

Por sua vez, o Commerzbank aponta: "encaramos uma recente alta de preços com ceticismo, pois é pouco provável que as expectativas de taxas de juros se desvinculem da alta dos preços do petróleo de forma sustentada".